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EUA alertam sobre risco de detenção e pedem que seus cidadãos saiam do Irã

Governo alerta para riscos de detenção e recomenda rotas específicas de saída enquanto conflito segue incerto

Redação Jornal de Brasília

22/04/2026 13h04

Foto: Haitham Al-Shukairi / AFP

Foto: Haitham Al-Shukairi / AFP

FOLHAPRESS

O governo dos Estados Unidos emitiu comunicado nesta quarta-feira (22) orientando cidadãos americanos a deixarem o Irã enquanto o espaço aéreo do país permanece parcialmente aberto.

“Desde 21 de abril, o espaço aéreo do Irã foi parcialmente reaberto. Cidadãos americanos devem deixar o Irã agora, acompanhar a mídia local para atualizações e consultar companhias aéreas comerciais para obter informações adicionais sobre voos saindo do Irã”, afirma o comunicado.

O texto orienta os americanos que preferirem se deslocar por terra a evitar saídas por Afeganistão, Iraque e Paquistão, e preferirem Turquia e Armênia, que mantêm as fronteiras abertas e podem receber cidadãos dos EUA sem necessidade de visto. Já o Turcomenistão requer autorização especial para entrada, e as fronteiras do Azerbaijão estão fechadas para trânsito.

“Esteja ciente de que o governo iraniano pode impedir a saída de cidadãos americanos ou cobrar uma ‘taxa de saída’ para partidas do Irã. Cidadãos com dupla nacionalidade americana e iraniana devem deixar o Irã com passaportes iranianos”, aconselha o governo de Donald Trump.

O documento também afirma que os americanos “correm risco significativo de serem interrogados, presos e detidos no Irã”. “Apresentar um passaporte americano ou demonstrar conexões com os Estados Unidos pode ser motivo suficiente para as autoridades iranianas deterem alguém”, afirma.

O comunicado foi divulgado em meio à incerteza sobre o fim da guerra no Oriente Médio, depois que o presidente dos EUA estendeu o período de cessar-fogo. Apesar de formalmente válida, a trégua não impediu que o Irã atacasse nesta manhã navios comerciais que trafegavam pelo estreito de Hormuz.

Não houve uma resposta formal à nova extensão da trégua. “Nenhuma decisão foi tomada”, disse nesta quarta Esmail Baghaei, porta-voz da chancelaria iraniana.

A teocracia se recusa a dialogar com os Estados Unidos enquanto Trump não recuar do “bloqueio ao bloqueio” de Hormuz, importante canal de escoamento de petróleo global.

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