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EUA afirmam que não darão novos incentivos à Coreia do Norte

Arquivo Geral

08/12/2009 0h00

O enviado especial dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, que começa amanhã uma viagem a Pyongyang, não oferecerá novos incentivos ao regime comunista em troca de seu retorno ao diálogo de seis lados, informou hoje o Departamento de Estado.

Na primeira visita de um membro do Governo do presidente americano, Barack Obama, à Coreia do Norte, Bosworth estará durante três dias nesse país para saber, em conversas diretas com o Governo de Kim Jong-il, se o regime está disposto a retomar o diálogo e reafirmar o compromisso assumido em 2005 de abandonar seu programa nuclear.

Participam das conversas de seis lados, estagnadas desde dezembro de 2008, EUA, Coreia do Norte, China, Rússia, Japão e Coreia do Sul.

O porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, disse que não tem informações sobre uma nova proposta de EUA, Japão e Coreia do Sul que Bosworth levaria a Pyongyang, como publicou hoje um veículo de imprensa japonês.

Um integrante do alto escalão americano também assegurou que o enviado especial não vai propor novos incentivos à Coreia do Norte.

“Ele definitivamente não levará incentivos adicionais. Dissemos desde o início que não pretendemos premiar a Coreia do Norte simplesmente por voltar a algo com que tinha se comprometido previamente”, disse em uma teleconferência.

“Nós queremos esclarecer duas perguntas muito específicas: uma é se eles estão dispostos a retomar o diálogo de seis lados e a outra é se estão preparados para reafirmar a declaração conjunta de 2005”, destacou a fonte.

O funcionário do Governo americano explicou que o Departamento de Estado teve boas conversas com a Coreia do Norte quando o principal negociador americano, Sung Kim, se reuniu com o diplomata norte-coreano para o diálogo nuclear, Ri Gun, em outubro, em Nova York, para deixar claro qual é seu objetivo neste encontro.

Bosworth estará acompanhado de Sung Kim; do subsecretário adjunto de Defesa para o Leste da Ásia, Michael Schiffer; do diretor do Conselho de Segurança Nacional para a Ásia, Daniel Russel; e o diretor do conselho para assuntos de não-proliferação, Charles Lutes.

Os EUA não quiseram revelar com que representantes norte-coreanos a delegação liderada por Bosworth se reunirá, mas Kelly indicou hoje que “não procura” um encontro com Kim Jong-il.

A fonte do alto escalão americano disse apenas que o país recebeu “a garantia” da Coreia do Norte de que as reuniões ocorrerão em um nível governamental apropriado.

Washington dialogará com a Coreia do Norte “sem expectativas, nem em um sentido, nem em outro”, assegurou a mesma fonte.

Bosworth deve retornar a Seul no dia 10, de onde seguirá para Pequim, Tóquio e Moscou com o objetivo de informar aos países parceiros do resultado das conversas com a Coreia do Norte.

O principal negociador no diálogo nuclear durante a Administração George W. Bush, Christopher Hill, foi o último representante de um Governo americano a viajar, em outubro de 2008, para a Coreia do Norte.

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