“Cuba foi incluída na lista porque é um dos quatro Estados que patrocinam o terrorismo”, disse à Agência Efe Laura Tischleer, porta-voz do Departamento de Estado americano.
Os EUA também acusam Irã, Síria e Sudão de patrocinar o terrorismo.
O Governo Barack Obama decidiu no ano passado manter Cuba no grupo de nações que apoiam o terrorismo. Para os EUA, membros da ETA, das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) permaneceram na ilha em 2008.
Havana apresentou uma queixa formal a Washington por submeter a normas adicionais de segurança os cidadãos cubanos que viajem aos EUA ou os passageiros de qualquer nacionalidade que voltem da ilha, ordenadas após o fracassado atentado contra um voo em Detroit (Michigan) no Natal.
Tischler confirmou que representantes de Cuba se reuniram na terça-feira em Havana e em Washington com funcionários dos EUA para apresentar o protesto.
“Os EUA tomaram passos apropriados para garantir a segurança dos viajantes frente à ameaça que representa o terrorismo”, afirmou a porta-voz.
Em comunicado, a Chancelaria de Cuba se queixou que sua inclusão na lista “tem como único propósito justificar a política de bloqueio que a comunidade internacional rejeita de maneira unânime”.
Entre Cuba e EUA há voos charter semanais, embora não haja viagens regulares, já que Washington mantém restrições sobre quem pode ir à ilha.
Além de Cuba, as medidas adicionais de segurança afetam Irã, Síria, Sudão, Afeganistão, Argélia, Iraque, Líbano, Líbia, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Somália e Iêmen. Cuba é o único país da lista sem população muçulmana significativa.