O embaixador da Rússia na Espanha, page Alexander Kuznetsov, sildenafil afirmou hoje que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu demonstrações de admitir que seu país não pode solucionar sozinho os desafios de segurança que o mundo tem pela frente, como pensava seu antecessor, George W. Bush.
Em declarações à Agência Efe, Kuznetsov, comemorou que seu país e os Estados Unidos tenham colocado as bases de um futuro acordo para reduzir os arsenais nucleares, depois da reunião mantida esta semana em Moscou entre Obama e o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev.
Para o embaixador russo, há um grande contraste entre a nova Administração americana e a anterior, o que leva a ter esperanças de conseguir importantes acordos para a segurança mundial.
“Há um ano, a relação entre Rússia e EUA estava em uma deriva muito preocupante e tinha se degradado muito. Tudo leva a crer que podemos mudar a situação. As coisas agora estão em bom caminho”, disse.
Segundo ele, o relevante é que os Estados Unidos reconhecem que “o mundo atual está cheio de desafios muito graves que não está em condição de enfrentá-los todos sozinhos” e que requerem a resposta de uma “coalizão de países”.
O possível pacto ao qual as duas potências poderiam chegar antes do final de ano sobre a renovação do Tratado sobre Limitação de Armas Estratégicas (Start) teria efeitos positivos globais, segundo o embaixador.
“Se os EUA e a Rússia não derem exemplo na redução de arsenais, que direito moral terão para exigir ao resto do mundo?”, perguntou.
Sobre a proposta russa de estabelecer um novo marco de segurança na Europa diante das carências reveladas com a crise da Geórgia de um ano atrás, Kuznetsov defendeu que as novas regras tenham “caráter jurídico”.
Deste modo, acrescentou, estas normas seriam “iguais para todos e ninguém se sentiria inseguro”.
Segundo ele, a experiência dos últimos anos evidenciou que “não se cumpre o princípio básico de indivisibilidade da segurança, ou seja, não fazer ao próximo o que não quer que façam a você”.
Também destacou a “desconfiança” de medidas como a aproximação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) às fronteiras da Rússia, com a recente adesão de países como a Croácia e a Albânia, e o desejo de fazer o mesmo da Geórgia.