O grupo terrorista basco ETA (Euskadi Ta Askatasuna, viagra em basco, generic ou Pátria Basca e Liberdade, illness em português) assumiu hoje a autoria do assassinato do ex-vereador espanhol do Partido Socialista (PSOE) Isaias Carrasco, cometido no último dia 7.
A ETA advertiu ainda que não ficará “de braços cruzados” diante de pactos políticos que estão sendo projetados na Espanha, e que perpetuariam uma “opressão” à região do País Basco.
Em comunicado divulgado hoje na edição digital do diário basco “Gara”, e que amanhã será publicado na íntegra, o grupo terrorista se dirige ao PSOE para avisá-lo de que não ficará “de braços cruzados” enquanto observa torturas, detenções, condenações e ilegalizações de partidos “com total impunidade”.
“Só o reconhecimento do direito de autodeterminação abrirá a oportunidade para que possam ser materializados todos os projetos políticos”, afirma a ETA na nota.
Os pactos políticos que buscam “perpetuar a opressão e a negação” do País Basco – acrescenta o grupo – não farão outra coisa que prejudicar o próprio País Basco e, em conseqüência, “trarão uma ampliação do conflito”.
A ETA sustenta que “impor outro ciclo autônomo espanhol” ao País Basco “aprofundará a dissolução de nosso povo”.
“Nunca reconhecemos o marco autonomista espanhol e nunca o reconheceremos”, acrescenta o grupo terrorista, que critica também a atitude o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, no frustrado processo de negociação realizado com a ETA na última legislatura.
O objetivo de Zapatero foi “desativar a luta contra o independentismo e levar a ETA a um processo de rendição, buscando uma saída falsa que deixaria o conflito sem uma resolução”, completa o comunicado.
Zapatero “tomou o mesmo caminho que (o ex-presidente do Governo, José María) Aznar”, estendendo a repressão “a todos os âmbitos”, denuncia ainda a ETA.