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Mundo

Estudo aponta que 57 jornalistas foram assassinados em 2010

Arquivo Geral

30/12/2010 10h51

O relatório da ONG Repórteres sem Fronteiras anunciou nesta quinta-feira que 57 jornalistas foram assassinados no mundo todo em 2010, vítimas sobretudo de máfias e milícias.

“Os profissionais da imprensa são antes de tudo vítimas dos criminosos e de traficantes de todo gênero”, ressaltou a organização cujo secretário-geral, Jean-François Julliard, aos explicar que guerras não são mais o principal motivo das mortes.

O índice de 57 assassinados é o mais baixo desde 2004, mas segue acima do período entre 1996 e 2003, quando o registro não ultrapassou a marca de 40 mortes.

A região mais violenta em 2010 voltou a ser a Ásia, com 20 jornalistas assassinados, dos quais 11 foram registrados no Paquistão, e seguido pela América com 13 mortes, com sete no México, além de três em Honduras, dois na Colômbia e um no Brasil.

México figura como o terceiro país do mundo mais violento para os jornalistas na última década, após Paquistão e Iraque: “a violência dos traficantes pesa sobre o conjunto da população e por ali sobre os jornalistas, que estão expostos”, explica o estudo.

Na Europa houve quatro assassinatos de jornalistas, dois em países da União Europeia (Grécia e Letônia), um na Rússia e outro na Ucrânia.

A RSF indica que este ano se caracterizou também por “um grande aumento no número de sequestros”, 51 no total que superam os 29 de 2008 e os 33 de 2009.

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