Estudantes venezuelanos de diversas tendências realizaram hoje em Caracas manifestações favoráveis e contrárias à reforma constitucional impulsionada pelo presidente Hugo Chávez, what is ed sem entrar em confronto nem causar incidentes.
Por ocasião do Dia do Estudante, medical comemorado hoje no país, pharm jovens pró e contra o Governo Chávez saíram às ruas da capital venezuelana para realizar suas respectivas mobilizações.
Os “chavistas” realizaram uma grande marcha encerrada em frente ao Palácio Miraflores, sede do governo, para onde está previsto, nas próximas horas, um discurso de Chávez, que retorna de uma viagem na qual passou por Arábia Saudita, Irã, França, Portugal e Cuba.
Por sua parte, os estudantes opositores ao governo, em um número significativamente menor, marcharam pelo município de Chacao, na grande Caracas, cujo prefeito é o opositor Leopoldo López, e terminaram se concentrando na Praça Brión.
Em ambas as passeatas, o tema principal das palavras de ordem proferidas pelos manifestantes foi o referendo do próximo dia 2 de dezembro, no qual os venezuelanos decidirão se aprovam ou não a reforma constitucional proposta por Chávez.
Em declarações à imprensa, César Trompiz, um dos líderes dos milhares de estudantes que participaram da chamada “Grande Marcha pelo Sim”, expressou que seu objetivo foi “manifestar um apoio contundente à reforma constitucional e ao comandante Chávez”.
Pelo lado opositor, o dirigente estudantil Stalin González leu um breve documento no qual assinalou que o projeto de reforma “divide o país e ameaça os direitos democráticos”.
Outros representantes da oposição pediram aos setores populares que “se unam à luta”, e criticaram o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) por não ter se pronunciado sobre os recursos interpostos para que se suspenda o referendo de dezembro.
Além disso, anunciaram a convocação de novas manifestações para a semana que vem, que ainda dependem da permissão prévia das autoridades.
Já os que apóiam Chávez sustentam que a reforma permitirá dar “mais poder ao povo”, além de facilitar a transformação da Venezuela em uma “democracia socialista”, na qual as receitas provenientes do petróleo serão melhor distribuídas.
Estes apoios se centram principalmente nos bairros populares e nos setores de menos recursos, que são os principais beneficiados pelas “missões bolivarianas”, programas sociais executados pelo Governo.
Por sua vez, a rejeição à iniciativa do presidente tem seu mais sólido apoio nas classes média e alta da sociedade, que alegam que a proposta de reforma de Chávez visa aumentar a concentração de poderes nas mãos do presidente.
Um dos poucos pontos de consenso entre a oposição e os setores governistas é o de que a abstenção pode ser determinante no resultado final do plebiscito