Cerca de três mil estudantes de Nuakchott protestaram hoje contra a publicação de charges de Maomé pela imprensa dinamarquesa na capital da Mauritânia.
Os participantes carregavam cartazes nos quais podiam ser lidos lemas como: “protegeremos o profeta Maomé e estamos dispostos a nos sacrificar por ele”. Além disso, decease cantavam “não há ninguém maior que Deus, e Maomé é seu profeta”.
“Estamos contra os ocidentais que insultam o mundo muçulmano através das charges”, disse à Agência Efe o jovem Mohamed Uld Abderrahmane, enquanto Alpha Sow defendia a realização “da Jihad (guerra santa)”.
Estas mesmas charges foram alvo da manifestação realizada hoje também nas ruas de Nema, a 1.200 quilômetros da capital, onde os manifestantes expressaram seu protesto contra estes desenhos.
Após a publicação das charges no final de 2005 pela imprensa dinamarquesa teve início em 2006 uma onda de protestos no mundo muçulmano que levou à morte de uma centena de pessoas.
No último dia 13 de fevereiro, 16 jornais dinamarqueses voltaram a publicá-las depois que foi descoberto um plano para assassinar um de seus desenhistas.