Três estudantes de um liceu de Santiago que realizam uma greve de fome no marco do conflito educacional protagonizado pelos jovens desde meados de maio por uma melhor educação pública foram transferidas na noite desta quinta-feira (22) a um centro assistencial devido a problemas de saúde.
A informação foi dada à “Radio Cooperativa” por Sergio Yañez, pai de uma das jovens.
Na quarta-feira (21), as três estudantes tinham seguido do Liceu Darío Salas para a sede da Universidade do Chile para prosseguir com a medida de força iniciada em 22 de julho.
O porta-voz das grevistas, Cristián Silva, explicou aos jornalistas que as três menores apresentam um delicado estado de saúde, mas que “assim que estiverem estabilizadas” pelos médicos retomarão sua greve de fome.
Os estudantes, mobilizados desde meados de maio, solicitam quatro medidas ao Governo: o congelamento do envio dos projetos de lei relativos à educação ao Congresso; a transparência no diálogo; o adiamento da data de encerramento do primeiro semestre universitário – programado para 7 de outubro; e que não sejam entregues recursos públicos às instituições que lucram.
Nesta quinta-feira os estudantes voltaram a mobilizar-se em Santiago, em manifestações que deixaram o saldo de 50 detidos e 24 policiais feridos. Dois agentes ficaram gravemente feridos no confronto entre centenas de jovens encapuzados e carabineiros.
Segundo a governadora da região metropolitana de Santiago, Cecilia Pérez, 60 mil pessoas participaram dos protestos, enquanto os organizadores estimaram a mobilização de mais de 100 mil pessoas.