Três estudantes venezuelanos acorrentaram-se hoje à embaixada do Brasil em Caracas para pedir que o país convença o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a autorizar uma inspeção da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
Um dos estudantes, que se identificou como líder da Universidade de Carabobo, cidade no centro-oeste da Venezuela, disse aos jornalistas após a ação, que durou “sete ou oito horas dentro da embaixada”, que a CIDH deve impedir a “criminalização da dissidência” e apoiar “presos políticos”.
A normativa da CIDH estabelece que a comissão precisa de um convite ou autorização governamental para poder visitar um país-membro, lembrou recentemente o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.
A CIDH “decidiu há muito tempo examinar a situação dos direitos humanos na Venezuela, mas não recebeu autorização do Governo. Essa é a realidade”, disse, na quarta-feira, em Washington, horas antes de 100 universitários darem início a uma greve de fome de cinco dias em frente à sede da OEA em Caracas.
Chávez pediu ontem a esses estudantes que não se deixem “manipular” e que não defendam pessoas que estão presas por serem “corruptos” e “assassinos”, e não por assuntos políticos.