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Mundo

Estudantes acorrentam-se à embaixada do Brasil em Caracas em protesto

Arquivo Geral

06/10/2009 0h00

Três estudantes venezuelanos acorrentaram-se hoje à embaixada do Brasil em Caracas para pedir que o país convença o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a autorizar uma inspeção da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Um dos estudantes, que se identificou como líder da Universidade de Carabobo, cidade no centro-oeste da Venezuela, disse aos jornalistas após a ação, que durou “sete ou oito horas dentro da embaixada”, que a CIDH deve impedir a “criminalização da dissidência” e apoiar “presos políticos”.

A normativa da CIDH estabelece que a comissão precisa de um convite ou autorização governamental para poder visitar um país-membro, lembrou recentemente o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

A CIDH “decidiu há muito tempo examinar a situação dos direitos humanos na Venezuela, mas não recebeu autorização do Governo. Essa é a realidade”, disse, na quarta-feira, em Washington, horas antes de 100 universitários darem início a uma greve de fome de cinco dias em frente à sede da OEA em Caracas.

Chávez pediu ontem a esses estudantes que não se deixem “manipular” e que não defendam pessoas que estão presas por serem “corruptos” e “assassinos”, e não por assuntos políticos.

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