A Estônia rejeitou receber em seu território antigos presos da prisão americana na base de Guantánamo, em Cuba, cujo fechamento está previsto para o início de 2010, informou hoje a agência estônia “Delfi”.
Segundo o principal responsável de Assuntos Exteriores estoniano, Urmas Paet, seu ministério e o de Interior “realizaram uma análise do direito nacional para determinar que e como se pode fazer”.
“Chegamos à conclusão que seria complicado ajustar o nosso direito levando em conta as leis vigentes no país. Resumindo, não constitui hoje um assunto em debate”, ressaltou o chefe da diplomacia desse Estado báltico.
A decisão já foi transmitida há algumas semanas à embaixada da Estônia em Washington com a ordem de comunicar a mesma ao Departamento de Estado americano.
Em fevereiro, o Governo da Estônia afirmou que era favorável ao fechamento da prisão e anunciou sua disposição em acolher no país ex-presos da base americana.
“Se os Estados Unidos precisarem de ajuda neste assunto, a União Europeia deveria prestar apoio. Em janeiro, os ministros de Assuntos Exteriores da UE debateram esta questão e aprovaram a possibilidade de acolher antigos presos”, declarou Paet.
O fechamento de Guantánamo foi uma das principais promessas eleitorais do presidente americano, Barack Obama.
Ativistas americanos e de outros países acusaram o Governo do anterior do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de cometer graves infrações contra os direitos humanos dos presos de Guantánamo.