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Estatal Petróleos de Venezuela aceita renúncia de gerente ligado ao caso da mala com dinheiro

Arquivo Geral

17/08/2007 0h00

A estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) aceitou hoje a renúncia de um de seus gerentes indiretamente ligado ao caso da mala com dinheiro não declarado achada na Argentina, information pills o qual o Governo diz fazer parte de mais uma “campanha da mídia”.

O caso já tinha custado o posto de Claudio Uberti, considerado na Argentina o braço direito do ministro do Planejamento desse país, Julio de Vido, e “responsável político” pelo vôo no qual o empresário venezuelano-americano Antonini Wilson levou para Buenos Aires quase US$ 800.000 no último dia 4, às vésperas de uma visita oficial à Argentina do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

O avião em questão tinha sido fretado pela estatal argentina Enarsa para transportar de Caracas a Buenos Aires alguns de seus diretores e outros da PDVSA.

A renúncia do gerente geral da PDVSA-América, Diego Uzcátegui, aconteceu porque um filho dele, de mesmo nome e que viajou no mesmo vôo, conseguiu incluir Antonini no grupo.

“Uma vez que foram detectadas transgressões à norma interna, e em prol das investigações, o senhor Diego Uzcátegui pôs à disposição seu cargo de gerente geral da PDVSA-América e todas as suas responsabilidades dentro da estatal”, diz o texto da estatal venezuelana.

“A renúncia foi aceita e todos os trâmites administrativos correspondentes foram iniciados”, acrescentou a PDVSA, que confirmou qa abertura de investigação própria.

A Promotoria e o Fisco venezuelanos investigam o caso, assim como a Justiça argentina, que vai requerer internacionalmente a detenção de Antonini, supostamente nos Estados Unidos.

A imprensa argentina informou no domingo que o presidente da Argentna, Néstor Kirchner, estaria pressionando seu colega venezuelano para que o alto funcionário da PDVSA fosse afastado do cargo.

Desde que o caso veio a público, o ministro de Energia e presidente da PDVSA, Rafael Ramírez, tem acusado os meios de comunicação dos dois países de adesão ao “linchamento midiático” que, assegura, existe contra a empresa e, definitivamente, contra “o Governo revolucionário”.

Os ministros do Interior e de Assuntos Exteriores da Venezuela, Pedro Carreño e Nicolás Maduro, também destacaram o fato de que o escândalo explodiu quase três dias depois de o dinheiro ter sido encontrado, e justo às vésperas da chegada de Chávez a Buenos Aires.

Além disso, o candidato à Presidência argentina Roberto Lavagna disse hoje no Chile que os cerca de US$ 800.000 achados “provavelmente” faziam parte de um “financiamento político que chega da Venezuela à Argentina”.

O caso da mala, segundo Lavagna, “reforça a hipótese” de que Chávez financia a candidatura presidencial da mulher de Kirchner, Cristina Fernández, a quem o governante já deu inúmeras demonstrações públicas de apoio.

Também por causa do mesmo episódio, o partido democrata-cristão opositor a Chávez convocou para amanhã, em Caracas, uma nova marcha até a sede da PDVSA, em repúdio à corrupção.

Há três dias, partidários de Chávez se reuniram em frente à sede da estatal em reação ao anúncio de uma manifestação da oposição “contra a corrupção petrolífera”, a qual não chegou a acontecer “para evitar confrontos”.

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