O contrato terá duração de dez anos e prevê o envio de até 35 mil metros cúbicos diários do energético à Companhia Mato-Grossense de Gás (MT Gás) por meio do gasoduto San Miguel-San Matías.
O presidente da YPFB assinou o contrato com o diretor da MT Gás, Helny de Paula. O acordo entra em vigor a partir do dia 1º de outubro e deve durar até 31 de dezembro de 2018.
Villegas disse à imprensa que o preço do gás vendido para Cuiabá será superior ao de um contrato maior vigente com a Petrobras, que é de US$ 4,30 por milhão de BTUs.
O ministro de Hidrocarbonetos boliviano, Óscar Coca, destacou que a Bolívia “está abrindo um espaço para novos mercados” e disse que assinatura do convênio mostra que, “além de produção, o país tem mercados”.
Coca também disse que uma negociação sobre os maiores volumes de gás exportados ao Brasil, por meio da Petrobras, “está aberta”.
O envio do produto ao Brasil teve altos e baixos entre 21 e 30 milhões de metros cúbicos diários desde janeiro passado, devido à diminuição da dependência de São Paulo ao gás boliviano.
Segundo Coca, os ministros e as empresas de hidrocarbonetos dos dois países devem se reunir antes do próximo dia 24 para renegociar os volumes de gás que a Bolívia exportará ao Brasil.
O ministro explicou que o objetivo boliviano é “assegurar mercados, aumentar e crescer”, motivo pelo qual não espera “diminuir os volumes” exportados ao Brasil, mas disse que não irá a essa reunião com uma “ordem pré-definida” sobre qual quantidade deve ser vendida