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Estados Unidos pedirão pena de morte para seis detidos por atentados de 11 de setembro

Arquivo Geral

11/02/2008 0h00

Promotores militares americanos solicitarão a pena de morte para seis detidos de Guantánamo relacionados com os atentados de 11 de setembro de 2001 contra Washington e Nova York, cialis 40mg segundo publicou hoje “The New York Times”.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) convocou entrevista coletiva para esta segunda-feira, information pills quando se tornarão públicas as acusações e se espera que seja feito o anuncio do pedido de pena de morte.

A previsão é de que os detidos sejam acusados por diversos crimes de guerra.

Entre os detidos em Guantánamo se encontra Khalid Shaikh Mohammed, viagra order ex-chefe de operações do grupo terrorista Al Qaeda e considerado pelos EUA como o cérebro dos atentados que acarretaram a morte de quase 3.000 pessoas.

Os militares solicitarão a pena máxima para os acusados porque, conforme afirmou um funcionário ao diário nova-iorquino, se é cabível condenar à pena máxima em algum caso, esse caso é justamente um crime da escala do de 11 de setembro.

A notícia de que os EUA pedirão a pena de morte para os suspeitos de Guantánamo gerou preocupações quanto à possibilidade de o caso atrair atenção excessiva, colocando na pauta da vez o polêmico sistema das comissões militares.

O sistema, que ainda não foi capaz de concluir nenhum julgamento, foi marcado por problemas desde o início.

“O sistema não foi capaz de lidar com os casos menos complicados que precisou resolver até agora”, disse ao “New York Times”, David Glazier, ex-funcionário da Marinha e professor da Universidade de Direito Loyola em Los Angeles.

O jornal aponta que podem passar meses antes que os juízes decidam e destaca que ainda não está claro se será permitido realizar as execuções em Guantánamo.

Alguns observadores também sugerem que a tentativa de conseguir a pena de morte é um pouco prematura, tendo em vista que, até agora, o sistema de comissões militares fracassou na hora de especificar como serão feitas as execuções.

“Nem o sistema nem os advogados da defesa estão prontos para um caso de pena de morte”, afirmou um ex-advogado especialista em temas de defesa militar ao jornal nova-iorquino.

As fontes consultadas pelo “NYTimes” identificaram os suspeitos como Mohammed al-Qahtani, classificado pelos funcionários americanos como seqüestrador, mas que não chegou a participar fisicamente nos atentados de 11 de setembro.

Outro acusado é Ramzi bin al-Shibh, considerado o principal intermediário entre os seqüestradores que derrubaram os aviões em setembro de 2001 e os líderes do grupo terrorista Al Qaeda.

Ali Abd al-Aziz Ali, conhecido como Ammar al-Baluchi, um sobrinho de Mohammed, identificado como seu braço direito nas operações de 2001, também figura na lista, assim como Mustafa Ahmed al-Hawsawi e Walid bin Attash, que teriam participado em diferentes tarefas como o treino dos terroristas para o atentado.

A última execução militar aconteceu em 1961, quando um funcionário do Exército, John A. Bennett, foi enforcado após ser condenado por violação e tentativa de assassinato.

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