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Estados Unidos devem seguir luta no Iraque, e apoiar o Paquistão contra a Al Qaeda, diz Bush

Arquivo Geral

21/07/2007 0h00

O presidente americano, malady George W. Bush, assegurou hoje que os Estados Unidos devem manter a luta no Iraque e o apoio ao Paquistão contra a organização terrorista Al Qaeda e outros extremistas radicados em sua fronteira.

Em discurso gravado, Bush se referiu ao recente relatório elaborado por diferentes agências de inteligência americanas sobre a Al Qaeda, e divulgado pela Casa Branca.

Segundo o relatório, o grupo terrorista tenta introduzir vários dos seus membros no território americano, e está se fortalecendo como organização.

A Casa Branca divulgou hoje o discurso de Bush, no mesmo dia em que o presidente se submeteu a uma colonoscopia com anestesia geral, que o obrigou a transferir provisoriamente o poder ao vice-presidente americano, Dick Cheney.

Bush assinalou que “infelizmente” os líderes tribais paquistaneses “não estiveram dispostos e não puderam perseguir” a Al Qaeda e o talibã. No entanto, apontou que o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, reconheceu que o acordo com as forças tribais “não teve sucesso ou não foi bem aplicado”. “As forças paquistanesas lutam e entregam suas vidas, e os Estados Unidos apóiam seus esforços”, disse Bush, antes de se submeter à operação.

O Paquistão sofre com uma onda de extremismo, com 11 ataques terroristas em apenas uma semana. O presidente americano aproveitou para comentar a Guerra do Iraque, e voltou a assegurar que manter as tropas americanas no Iraque “é de suma importância para apoiar a segurança nos Estados Unidos”.

Neste sentido, indicou que os líderes da Al Qaeda são pessoas “impiedosas, hábeis e decididas a realizar atentados”. “Estariam em uma posição ainda mais forte para atacar os Estados Unidos, se nossos soldados, as forças de segurança e os serviços de inteligência de nosso país não estivessem integrados em um esforço mundial destinado a deter seu avanço”, disse o presidente americano.

Nas últimas semanas, vários senadores republicanos se somaram à maioria democrata nas críticas à estratégia atual adotada no Iraque.

Os democratas organizaram, no início desta semana, um debate de 20 horas e meia seguidas sobre a guerra, mas não conseguiram os votos republicanos necessários para forçar uma moção para impor um calendário de saída das tropas do Iraque.

Em discurso feito em nome dos democratas, o senador Carl Levin ressaltou que, esta semana, o Senado teve a oportunidade de fazer “o que a maioria dos americanos quer: mudar o curso da Guerra do Iraque”.

“O presidente americano assegura que devemos continuar pagando este preço terrível para proteger o país do terrorismo, mas os próprios especialistas em inteligência dizem que, durante a Guerra do Iraque, houve um aumento da ameaça terrorista, e que a Al Qaeda recuperou as forças”, afirmou Levin.

Na terça-feira, os serviços secretos americanos advertiram que a rede poderia usar os contatos no Iraque para realizar atentados nos Estados Unidos, e que o país está agora sob ameaça terrorista “elevada”.

Estas foram duas das principais conclusões do “Relatório Nacional de Inteligência” realizado pelos 16 organismos de espionagem americanos, e divulgado parcialmente em 17 de julho, com uma análise das ameaças que os Estados Unidos podem enfrentar nos próximos três anos.

As ameaças podem vir da rede Al Qaeda ou do grupo radical islâmico libanês Hisbolá, e até mesmo de grupos radicais não muçulmanos.

O relatório considerou a Al Qaeda como a maior ameaça, e afirmou que a rede “deverá usar os contatos e capacidades do seu braço no Iraque, o mais visível e poderoso, e o único que expressou desejo de atacar” em território americano.

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