O Departamento de Estado americano anunciou hoje que estuda a possibilidade de criar um cargo de enviado especial no Afeganistão, stomach e cujo papel o de seria coordenar as atividades da comunidade internacional no país asiático.
O anúncio foi feito hoje por Tom Casey, um dos porta-vozes do órgão.
Há um “esforço contínuo para implementar nossa estratégia, e isso inclui, definitivamente, a análise de uma ampla gama de ferramentas diplomáticas e esforços”, afirmou Casey.
O porta-voz indicou que tais medidas não possuem relação com uma hipótese levantada nas edições de ontem e hoje dos diários “The New York Times” e “Washington Post”, respectivamente, no sentido de que os EUA revisem sua estratégia no Afeganistão à medida que a situação no Iraque aparentemente melhora.
O “The Washington Post” publicou hoje que o Pentágono pressiona o presidente americano, George W. Bush, para que reduza sua presença militar no Iraque e a aumente no Afeganistão.
Acrescentou que a partir do próximo mês a Casa Branca estaria disposta a revisar sua política nos dois países asiáticos.
Os militares dos EUA em Cabul querem “enviar batalhões adicionais, helicópteros e outros recursos” ao Afeganistão para “fazer frente ao ressurgimento do movimento talibã”, explicou o jornal.
“A Administração está continuamente revisando seus planos e esforços para implantar nossa estratégia para o Afeganistão”, acrescentou Casey.
Nos últimos meses, a Casa Branca tem ficado mais preocupada com a situação no Afeganistão, segundo o “Post”.
“Há um verdadeiro dilema para os EUA aí”, afirmou ao diário o ex-comandante das forças americanas no Afeganistão, David Barno.
“O paradoxo é que a insurgência está diminuindo no Iraque e aumentando no Afeganistão”, explicou Barno.
A publicação hoje da notícia no “Post” coincide com o anúncio de que a Casa Branca falará periodicamente por meio de videoconferência com o presidente afegão, Hamid Karzai.