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Estado peruano suspende audiência de julgamento de extradição de Fujimori

Arquivo Geral

06/08/2007 0h00

Os advogados que representam o Estado peruano no processo de extradição do ex-presidente peruano Alberto Fujimori pediram hoje a suspensão da audiência de apelação, remedy que tinha sido fixada para esta terça-feira, order informaram hoje fontes judiciais.

A solicitação, medical cujo resultado propício opera de forma automática, foi apresentada pelo advogado Jorge Ponce na Secretaria da Corte Suprema.

Na audiência desta terça-feira, a 2ª Vara Penal da Corte Suprema deve começar a revisar a apelação do Estado peruano à decisão (judicial) de primeira instância, no qual o juiz Orlando Álvarez negou, no dia 11 de julho, a entrega do ex-líder peruano (1990-2000) à Justiça de seu país.

Fujimori é solicitado pelos tribunais peruanos para ser julgado por dez delitos de corrupção e dois de violações dos direitos humanos.

Ao ser suspensa por uma das partes, a audiência fica adiada para o mesmo dia da semana seguinte, mas segundo disseram à agência fontes vinculadas ao processo, é quase certo que no dia 14 de agosto será novamente suspensa, desta vez pela defesa de Fujimori.

Nos tribunais chilenos é freqüente que as partes suspendam a audiência de uma causa, ao que têm direito por uma vez cada uma, a fim de dispor de mais tempo para preparar suas alegações.

O juiz Álvarez rejeitou em primeira instância a extradição de Alberto Fujimori por considerar os argumentos apresentados pelo Estado peruano fracos. A decisão (judicial) de Álvarez desconheceu uma recomendação emitida anteriormente pela promotora da Corte Suprema, Mónica Maldonado, quem considerou que Alberto Fujimori devia ser extraditado a Lima.

O ex-governante peruano chegou ao Chile em novembro de 2005, vindo do Japão e ficou seis meses em prisão preventiva, enquanto o Estado peruano formalizava a solicitação de extradição e conseguiu a liberdade provisória em maio de 2006.

Mas após ser conhecido o relatório da promotora Maldonado, o juiz Álvarez ordenou sua prisão domiciliar, que cumpre em uma mansão alugada no condomínio de Chicoreo, no norte de Santiago.

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