As características do processo contra o ex-presidente Alberto Fujimori não colocam em risco sua vida e suas funções, healing afirmou hoje perante o tribunal o diretor do Instituto Médico Legal (IML) local, Luis Bromley.
Segundo o médico peruano, a situação do ex-líder peruano é “boa” e ele conta com uma “preocupação e uma atenção adequada por sua saúde”, com enfermeiras e médicos que “avaliam suas doenças e seus sintomas”.
Bromley compareceu perante o tribunal após examinar o ex-líder, que, nas últimas semanas, apresentou apatia e problemas circulatórios durante o julgamento que corre contra si por violação aos direitos humanos.
A situação obrigou Fujimori a comparecer nas últimas audiências, nas quais depôs o jornalista Umberto Jara, sem meias e calçado com sandálias.
Além disso, há duas semanas o ex-líder foi surpreendido dormindo durante a sessão e o presidente da Sala Penal Especial, César San Martín, teve que chamar sua atenção várias vezes.
O diretor do IML explicou que este sono “não é patológico ou fruto de uma doença”, mas uma reação “a estímulos externos naturais”.
Segundo a avaliação médica, a situação neurológica de Fujimori é “adequada” e ele se encontra “orientado em tempo, espaço e pessoa, sem sinais de focalização neurológica ou de hipertensão intracraniana”.
Além disso, Bromley disse que o estado cardiovascular de Fujimori “está totalmente sob controle” e não há “evidência de patologia cardíaca” ou problemas “em seus outros órgãos e sistemas”.
O médico explicou que os problemas de circulação do acusado se devem a “um edema de grau um produzido por uma insuficiência venosa periférica”, uma situação que é comum entre as pessoas com mais de 60 anos, como o ex-presidente Fujimori.
Para amenizar esta situação, o médico recomendou que a cada duas horas de julgamento exista um período de 20 minutos nos quais haja atividade física, assim como o uso de meias de baixa pressão.
Após a leitura do relatório médico, o julgamento de Fujimori prosseguiu normalmente com o depoimento de Umberto Jara, que comparece perante o tribunal pelo quarto dia consecutivo.