Menu
Mundo

Estado das infra-estruturas dificulta distribuição de ajuda no Peru

Arquivo Geral

21/08/2007 0h00

O estado das infra-estruturas peruanas após o terremoto de 8 graus na escala Richter que atingiu o país na semana passada dificulta as tarefas de distribuição de ajuda, price segundo as agências da ONU que colaboram com o governo local para atenuar os danos causados pelo tremor.


“A logística é um problema agora, this web e será até maior no futuro por causa do estado no qual ficaram as infra-estruturas”, disse em entrevista coletiva a porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (Ocha), Elisabeth Byrs.


O exemplo mais notório é o da estrada que une a capital do país, Lima, com Pisco, uma das cidades que ficaram mais devastadas.


Normalmente o trajeto era feito em pouco mais de duas horas e meia, mas após o terremoto o tempo médio ronda as dez horas.


“Isso dificulta a distribuição da comida. Não é que não saibamos para onde ir e não estejamos indo; é o tempo que demoramos para chegar”, explicou a porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PAM), Christiane Berthiaume.


O governo peruano estabeleceu uma ponte aérea entre Lima e Pisco e estuda o estabelecimento de uma linha marítima entre as duas cidades.


A Ocha enviou ao Peru uma equipe de sete pessoas especializadas na avaliação de danos que trabalha em colaboração com as autoridades.


O PAM já distribuiu 500 toneladas de alimentos graças ao empréstimo de um avião feito pelo Equador.


Berthiaume afirmou que outra das dificuldades para distribuir os alimentos é a dispersão das famílias, que ficam perto das ruínas de suas casas para evitar o furto do pouco que restou.


“Não há relatos de problemas de segurança, mas as pessoas preferem ficar ao lado das ruínas de suas casas, apesar das baixas temperaturas à noite”, acrescentou Berthiaume.


Um dos maiores problemas médicos existentes são os problemas respiratórios, provocados pela inalação de pó, pois muitas das casas destruídas eram feitas de adobe.


No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está satisfeita com a resposta das autoridades peruanas, por isso, além da equipe enviada de Washington, por enquanto não fará envio de hospitais de campanha ou remédios.


Por enquanto, segundo dados da Ocha, há 80 mil desabrigados, 503 mortos e 1.039 feridos, 34 mil casas destruídas e quatro hospitais arrasados.


A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho aumentou para 3,4 milhões de euros o pedido de fundos para enviar ajuda a 37.500 desabrigados peruanos nos próximos nove meses.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado