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Mundo

Esquerda italiana não terá representação parlamentar pela primeira vez

Arquivo Geral

14/04/2008 0h00

Pela primeira vez na história parlamentar da Itália, order os principais partidos da esquerda do país não contarão com representação nem na Câmara dos Deputados, stuff nem no Senado.

A coalizão Esquerda-Arco-Íris, dosage que reúne o Partido da Refundação Comunista (PRC), o Partido Comunista Italiano (PCI), a corrente socialista Esquerda Democrática (SD, em italiano) e a Federação dos Verdes (FdV), não conseguiu o número mínimo de votos exigido para obter representação em nenhuma das Câmaras.

Segundo resultados ainda não definitivos, a coalizão não chegou aos 4% do total de votos – porcentagem prevista por lei para obter representação na Câmara dos Deputados – ficando com 3,1%; enquanto no Senado obteve 3,2% da preferência do eleitorado, longe dos 8% exigidos pela legislação.

A Esquerda-Arco-Íris foi criada em dezembro de 2007 para a disputa das atuais eleições depois da ruptura da coalizão de centro-esquerda A União, liderada por Romano Prodi, que governou no último mandato.

No pleito de 2006, o PRC, incluído na coalizão de Prodi, conquistou 41 deputados e 27 senadores – muito mais do que os escassos resultados conquistados hoje pela Esquerda-Arco-Íris.

Esse desastre nas urnas levou à renúncia do líder da coalizão de esquerda, o comunista Fausto Bertinotti, de 68 anos, que anunciou sua retirada antes do final da apuração dos votos.

Em declarações à imprensa, Bertinotti, presidente em fim de mandato da Câmara dos Deputados, admitiu sua derrota e disse que era “de proporções imprevistas”, ao mesmo tempo em que pediu “um processo de renovação na esquerda italiana”.

As explicações para a derrota da esquerda são diversas. O líder do PCI, Oliviero Diliberto, chegou a atribuí-la ao desaparecimento da foice e do martelo, tradicionais símbolos do comunismo, no logotipo da coalizão.

O até agora porta-voz da FdV no Congresso, Angelo Bonelli, alegou que a proposta política da esquerda não foi bem comunicada.

O porta-voz do PRC no Senado, Giovanni Russo Spena, disse que a polarização da campanha eleitoral nos dois grandes partidos – o Povo da Liberdade, de Silvio Berlusconi, e o Partido Democrata, de Walter Veltroni, – “puniu” o restante das legendas.

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