Pela primeira vez na história parlamentar da Itália, order os principais partidos da esquerda do país não contarão com representação nem na Câmara dos Deputados, stuff nem no Senado.
A coalizão Esquerda-Arco-Íris, dosage que reúne o Partido da Refundação Comunista (PRC), o Partido Comunista Italiano (PCI), a corrente socialista Esquerda Democrática (SD, em italiano) e a Federação dos Verdes (FdV), não conseguiu o número mínimo de votos exigido para obter representação em nenhuma das Câmaras.
Segundo resultados ainda não definitivos, a coalizão não chegou aos 4% do total de votos – porcentagem prevista por lei para obter representação na Câmara dos Deputados – ficando com 3,1%; enquanto no Senado obteve 3,2% da preferência do eleitorado, longe dos 8% exigidos pela legislação.
A Esquerda-Arco-Íris foi criada em dezembro de 2007 para a disputa das atuais eleições depois da ruptura da coalizão de centro-esquerda A União, liderada por Romano Prodi, que governou no último mandato.
No pleito de 2006, o PRC, incluído na coalizão de Prodi, conquistou 41 deputados e 27 senadores – muito mais do que os escassos resultados conquistados hoje pela Esquerda-Arco-Íris.
Esse desastre nas urnas levou à renúncia do líder da coalizão de esquerda, o comunista Fausto Bertinotti, de 68 anos, que anunciou sua retirada antes do final da apuração dos votos.
Em declarações à imprensa, Bertinotti, presidente em fim de mandato da Câmara dos Deputados, admitiu sua derrota e disse que era “de proporções imprevistas”, ao mesmo tempo em que pediu “um processo de renovação na esquerda italiana”.
As explicações para a derrota da esquerda são diversas. O líder do PCI, Oliviero Diliberto, chegou a atribuí-la ao desaparecimento da foice e do martelo, tradicionais símbolos do comunismo, no logotipo da coalizão.
O até agora porta-voz da FdV no Congresso, Angelo Bonelli, alegou que a proposta política da esquerda não foi bem comunicada.
O porta-voz do PRC no Senado, Giovanni Russo Spena, disse que a polarização da campanha eleitoral nos dois grandes partidos – o Povo da Liberdade, de Silvio Berlusconi, e o Partido Democrata, de Walter Veltroni, – “puniu” o restante das legendas.