Especialistas de 65 países pediram hoje na Indonésia que se amplie o acesso aos fármacos contra a aids na região da Ásia-Pacífico, onde a prevalência da doença é ainda baixa, mas três de cada quatro afetados não recebem tratamento.
O objetivo do nono Congresso Internacional sobre a Aids na Ásia e o Pacífico é ampliar a taxa de pacientes que recebem os retrovirais e estender para o “acesso universal”, assegurou o presidente da iniciativa, Zubairi Djoerban.
“Não estamos falando de alcançar 100%, que seria o ideal. Mas se a América Latina pode tratar 62% de seus doentes, nós deveríamos tentar chegar a esse número”, explicou.
A reunião de especialistas, realizada até a próxima quinta-feira, também pretende mobilizar os Governos para que combatam a discriminação de pessoas por sua orientação sexual e avancem na frente da informação.
Para Djoerban, o principal problema da região com relação ao HIV é a combinação de sexo sem proteção e drogas injetáveis.
Dos cinco milhões de asiáticos que sofrem de aids segundo a ONU, ao redor de 1,7 milhão precisam de tratamento com retrovirais, mas somente uns 425 mil doentes o recebem.
Os países com mais afetados da Ásia e o Pacífico são Tailândia, Camboja, Filipinas e Indonésia, segundo a ONU; mas os novos casos estão disparando em nações muito povoadas como China e Bangladesh.