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Mundo

Especialista francês adverte que terrorismo marroquino pode chegar à Europa

Arquivo Geral

08/07/2007 0h00

Os novos terroristas marroquinos do fundamentalismo islâmico têm como objetivo prioritário realizar ataques no Magrebe, what is ed no norte da África, website like this mas seus projetos de agir no Ocidente poderiam levá-los a países próximos, como França, Portugal e Espanha, afirmou o chefe do antiterrorismo francês.

O chefe da Unidade de Coordenação da Luta Antiterrorista na França (UCLAT), Christophe Chaboud, afirmou, em entrevista publicada hoje pelo jornal “Le Parisien”, que “o perigo imediato está no Magrebe, mas o risco de externalização do conflito é elevado”.

Segundo Chaboud, há projetos para realizar atentados no Ocidente, e a proximidade da França, Espanha e Itália com o Marrocos, tanto em nível geográfico como social, é um fator de risco.

Por isso, segundo ele, o desafio é “iniciar uma cooperação internacional que permita identificar as redes e seus membros operacionais o mais breve possível”.

O Marrocos “é hoje nossa principal preocupação”, com uma “geração renovada” no terrorismo fundamentalista, disse o responsável da UCLAT. No entanto, Chaboud afirmou que existem células terroristas neste país desde o início dos anos 90, e uma prova seria o assassinato de dois turistas espanhóis em Marrakech, em agosto de 1994.

O problema com a nova geração é que “foi reduzido o espaço de tempo entre a radicalização destes indivíduos e sua entrada em ação”, acrescentou.

Além disso, de acordo com o especialista, como se viu nos atentados no Marrocos em 2004, não há “uma estrutura real, em parte porque a Al Qaeda não precisa mais agir como antes, sistematicamente”, afirmou.

Sobre o doutrinamento dos suicidas que participam dos atentados, Chaboud respondeu que a situação no Iraque “é fonte do sentimento de vitimização e de injustiça”, e destacou que a pobreza dos subúrbios das cidades marroquinas “não explica tudo”, no caso deste país.

No entanto, reconheceu que pessoas com pouco nível de educação podem facilmente ser utilizadas por radicais, que “exploram a ignorância religiosa com fins terroristas”.

O especialista disse também que há criminosos comuns que “se tornam radicais em contato com fundamentalistas islâmicos” nas prisões, mas, de acordo com ele, “felizmente” isso não é uma regra.

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