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Mundo

Espanha atribui onda de desinformação a rede reacionária sobre Ceuta

Albares disse que mentiras sobre Schengen e uma decisão do Supremo espanhol alimentaram a tentativa de entrada de milhares de pessoas em Ceuta.

Redação Jornal de Brasília

03/08/2026 16h18

imigração ceuta

Área de fronteira em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, durante a recente crise migratória. Foto: Henry NICHOLLS/ AFP via Getty Images

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou que houve coordenação da chamada “internacional reacionária” na onda de desinformação que levou milhares de pessoas, em Marrocos, a tentar imigrar para o enclave espanhol de Ceuta, na África.

Em entrevista ao canal RTVE, nesta segunda-feira (3), Albares disse que houve uma “resposta sincronizada” desse grupo, que teria amplificado rapidamente o que estava acontecendo e espalhado “mentiras e notícias falsas” sobre a integridade do Espaço Schengen e sobre as ações da Espanha.

Segundo o chanceler, uma atividade “muito inusual” nas redes sociais distorceu uma decisão do Supremo Tribunal da Espanha, que alterou as regras para lidar com imigrantes irregulares que chegam a nado ao país, proibindo a deportação sumária. O ministro afirmou que a decisão foi usada para disseminar a falsa informação de que seria possível imigrar para a Espanha sem possibilidade de deportação.

Albares defendeu a necessidade de monitorar as redes sociais e combater a desinformação, que, segundo ele, foi o elemento-chave para desencadear esse movimento “sem precedentes”. Ele também cobrou solidariedade da Europa e lembrou que Ceuta e Melilla são as únicas cidades da União Europeia que fazem fronteira terrestre com a África.

Durante a entrevista, o ministro também criticou a Itália, que tem defendido expulsar a Espanha do Espaço Schengen. Os acontecimentos em Ceuta ainda têm sido usados para reforçar a defesa de uma política anti-imigração mais rígida na Europa.

A reportagem também menciona que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizou as políticas da Espanha por “facilitar a imigração ilegal em massa para a Europa”. Além disso, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, chamou Ceuta e Melilla de “enclave coloniais na África”, declaração da qual a encarregada de Negócios de Israel na Espanha, Dana Erlich, afirmou que não representa a posição do Estado de Israel.

A Espanha tem acumulado atritos políticos e diplomáticos com Washington e Tel Aviv por se opor à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã e pelas posturas críticas de Madri em relação à ação de Israel nos territórios palestinos.

*Com informações da Agência Brasil

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