A tensão entre Irã, Estados Unidos e Israel ganhou novos contornos nesta quinta-feira após ameaças diretas e declarações contundentes. O presidente Donald Trump afirmou que pode intensificar ataques contra o território iraniano nas próximas semanas, enquanto Teerã respondeu prometendo ações “devastadoras”.
Em discurso, Trump indicou que os EUA estão próximos de atingir seus objetivos militares, mas condicionou a redução das ofensivas a um acordo. “Nas próximas duas ou três semanas, vamos levá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem”, declarou. Ao mesmo tempo, o governo iraniano rejeitou qualquer negociação direta.
Além disso, o conflito já ultrapassa um mês e se espalha por diferentes pontos do Oriente Médio. Bombardeios recentes atingiram estruturas estratégicas em Teerã, enquanto o Irã lançou novos projéteis contra Israel, deixando feridos leves na região de Tel Aviv.
Guerra pressiona economia e amplia instabilidade
A crise também provoca efeitos imediatos na economia global. Os preços do petróleo subiram mais de 6%, refletindo o aumento da incerteza e o risco de interrupções no fornecimento de energia, especialmente no estratégico estreito de Ormuz.
Enquanto isso, países e organismos internacionais demonstram preocupação com os impactos econômicos e humanitários. Autoridades alertam para possíveis reflexos na inflação, no emprego e na segurança alimentar, em meio ao agravamento do cenário.
A escalada militar segue sem sinal claro de recuo. De um lado, Washington amplia a pressão; de outro, Teerã reafirma que manterá sua posição. Nesse contexto, o conflito permanece como um dos principais focos de instabilidade global.