O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, confirmou hoje que foram resgatados dois corpos, após a batida entre um avião regional e um helicóptero sobre o rio Hudson, e advertiu que provavelmente não haverá sobreviventes entre as outras sete pessoas que estavam nos aparelhos.
“Temo que esta tragédia passou de uma missão de resgate a uma missão de recuperação (de corpos)”, lamentou hoje Bloomberg, em entrevista coletiva, na qual detalhou que cinco das vítimas eram italianas.
As autoridades isolaram a área, na altura da rua 14, e equipes de resgate e mergulhadores estão rastreando na água, mas ainda não há certeza do número de pessoas que estavam nos dois aparelhos.
De acordo com a rede de televisão “NY1”, outras sete pessoas foram resgatadas e estão sendo atendidas por equipes médicas.
Acidente
O porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York, Paul Browne, disse à imprensa que o acidente aconteceu por volta de 12h (13h de Brasília), e que ainda não se sabe quantas pessoas estavam nos aparelhos, mas acredita-se que o helicóptero transportava cinco pessoas, além do piloto.
“Vi um helicóptero fazendo giros muito estranhos e depois caiu na água. Praticamente, não se ouviu nenhum barulho diferente. Foi tudo muito rápido”, disse uma testemunha à imprensa.
Outra testemunha disse que viu “o helicóptero caindo na água”, mas achou que era um efeito ótico. “Depois, mudei de ângulo e me dei conta de que estava certo”, acrescentou.
Segundo a Administração Federal de Aviação, o avião decolou do aeroporto próximo de Teterboro, no estado de Nova Jersey, e o helicóptero pertencia à companhia Liberty Harbor Sightseeing Tours, que oferece voos turísticos sobre a zona sul de Manhattan.
O rio Hudson foi o cenário de um pouso de emergência, em janeiro, de um avião da US Airways, incidente que, teve final feliz, já que os 155 passageiros conseguiram se salvar. EFE
Atualizada às 16h52