As equipes de resgate encontraram 72 corpos de trabalhadores mortos na mina Zasiadko, order no leste da Ucrânia, order onde no domingo à noite ocorreu uma explosão de metano que deixou cem desaparecidos, informaram hoje as autoridades ucranianas.
Não se sabe ainda o estado dos outros 28 mineiros que ficaram presos na mina.
“Ainda há possibilidades de encontrá-los com vida”, disse o vice-primeiro-ministro ucraniano, Andriy Klyuyev, chefe da comissão estadual que investiga o caso.
Os trabalhos de busca precisaram ser interrompidos hoje por causa de um incêndio no interior da mina, que poderia provocar uma nova explosão.
“O fogo continua. A temperatura aumentou, assim como a concentração de dióxido de carbono. Por este motivo, as equipes de resgate tiveram que se refugiar em sua base subterrânea”, disse Mikhail Volyntsev, membro da comissão investigadora, citado pelo jornal digital “Korrespondent.net”.
Segundo Volyntsev, caso as chamas se propaguem para as vias de ventilação “pode ocorrer uma nova explosão, pois por ali passa um gasoduto de metano de alta concentração”.
A assessoria de imprensa da região de Donetsk, em cuja jurisdição está localizada a mina Zasiadko, informou que 63 dos 72 corpos encontrados pelas equipes de resgate foram levados à superfície, onde estão sendo identificados.
Segundo os últimos dados fornecidos pelas autoridades, no momento do acidente 456 pessoas trabalhavam na mina, sendo que 186 delas estavam nas galerias que foram atingidas pela explosão.
O governador de Donetsk, Vladimir Logvinenko, decretou três dias de luto em toda a região a partir de hoje em memória das vítimas da tragédia.
Hoje à tarde o presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, deve ir ao local do acidente para ser informado do andamento das tarefas de resgate e deve se reunir com autoridades locais para determinar as formas de assistência aos parentes das vítimas.
Ele também deve discutir problemas relativos à reorganização do setor de mineração para aumentar a segurança nas minas.
Da mina Zasiadko são extraídos 5% de todo o carvão coletado na Ucrânia. Ela é considerada uma das mais rentáveis do país, mas também uma das mais perigosas.
Sem contar a explosão do domingo, desde 1999 ocorreram quatro acidentes, com 148 vítimas fatais. O pior deles foi em agosto de 2001, quando morreram 65 mineiros.