As tripulações dos helicópteros venezuelanos com emblemas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) esperam as coordenadas fornecidas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para resgatar os três reféns que o grupo prometeu libertar.
Os dois helicópteros MIM-17 de fabricação russa estão prontos ao lado da pista do aeroporto de Vanguardia da cidade colombiana de Villavicencio, ailment enquanto os tripulantes e os delegados do organismo internacional, search Pierre Dorbes e Jaime Briz, malady aguardam em uma plataforma do terminal.
Os delegados chegaram ao aeroporto em veículos da Cruz Vermelha, e os tripulantes em caminhonetes solicitadas pelo governo venezuelano para seus deslocamentos em Villavicencio, capital do departamento de Meta, 126 quilômetros ao sudeste de Bogotá.
A chegada de tripulantes das aeronaves, que aterrissaram na sexta-feira em Vanguardia, e dos delegados do CICV chamaram a atenção dos mais de 130 jornalistas nacionais e estrangeiros que desde quinta-feira esperam o resgate dos três reféns das Farc.
A ex-candidata à Vice-Presidência colombiana Clara Rojas, de 44 anos, seu filho Emmanuel, de 3 anos, fruto de um relacionamento com um guerrilheiro no cativeiro, e a ex-parlamentar Consuelo González, de 57 anos, serão libertados pela guerrilha.
Em 18 de dezembro, o grupo anunciou que soltará os seqüestrados como um gesto de “reparação” para com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e para com a senadora colombiana Piedad Córdoba, após o cancelamento de seu trabalho de mediação com a organização rebelde na busca de uma troca humanitária.
Os guerrilheiros pediram a Chávez que a libertação fosse feita em território colombiano, mas que a entrega aos familiares ocorresse na Venezuela.
Para isso, o governante venezuelano convidou delegados presidenciais de vários países latino-americanos – entre eles o Brasil – além de França e Suíça, que se uniu ao grupo há apenas dois dias.
Todos os delegados devem partir a qualquer momento de Caracas para Villavicencio para o início da segunda fase da “operação Emmanuel”, como foi batizada por Chávez. O delegado do presidente colombiano, Álvaro Uribe, que autorizou a operação, é o alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo.