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Mundo

Equador reitera vontade de retomar relações com a Colômbia

Arquivo Geral

28/03/2008 0h00

A ministra das Relações Exteriores do Equador, cost María Isabel Salvador, afirmou hoje que seu país está “desejoso e disposto” a retomar relações com a Colômbia, embora tenha reiterado sua estranheza pelo que chamou de falta de sinais claros de Bogotá para a conclusão desse assunto.

No entanto, Salvador assegurou que seu país “não está pronto” para o restabelecimento dos contatos e que é “preocupante” e “penoso (…) ver a falta de coerência e de consistência da posição colombiana a respeito ao Equador e de seu real interesse em restabelecer relações”.

A chanceler criticou o fato de certos funcionários colombianos insistirem em alegar “legítima defesa” na operação militar colombiana contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano no último dia 1º.

Salvador disse à rede de TV “Teleamazonas” que é “difícil” recuperar a confiança quebrada.

“Não estou dizendo que vamos restabelecer relações no momento em que recuperarmos a confiança na Colômbia. Estou dizendo que um processo de recuperação de confiança é difícil”, destacou.

A ministra equatoriana acrescentou que não pretende “prolongar a decisão de restabelecer relações (só) por prolongar”.

“Acho que a chegada da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) vai permitir que, talvez , avancemos rapidamente”, disse.

Salvador também declarou que espera da Colômbia “sinais mínimos, claros, de coerência em seu discurso, de constância em sua boa vontade de restabelecer relações”.

Além disso, frisou a importância de Bogotá parar de utilizar informações não confirmadas tiradas dos computadores que o Exército colombiano disse ter apreendido no acampamento das Farc e que pertenciam a “Raúl Reyes”, o porta-voz internacional da guerrilha morto no último dia 1º.

A chanceler frisou ainda a necessidade de o Equador receber a documentação supostamente encontrada nesses computadores e que vincularia funcionários do Governo com as Farc, para que o caso também seja investigado em Quito.

Por fim, Salvador reiterou que seu país rejeita todo grupo que opera fora da lei, entre eles as Farc.



 

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