O Governo do Equador reiterou que não reconhecerá as eleições que estão sendo realizadas hoje em Honduras, após o golpe de Estado ocorrido nessa nação centro-americana.
Em comunicado emitido hoje por e-mail, mas que faz referência à conclusão da reunião extraordinária da União de Nações Sul-americanas (Unasul) na sexta-feira, em Quito, a Chancelaria aponta que não se reconhecerá as eleições “convocadas pelo Governo de fato de Roberto Micheletti”.
Além disso, o ministro equatoriano de Relações Exteriores, Fander Falconi, formulou uma chamada “à comunidade internacional para rejeitar este pleito”, assinala o escrito.
“Não existem as condições para que se desenvolva um processo eleitoral, evidentemente essas eleições estão absolutamente viciadas e não devem ser reconhecidas pela comunidade internacional”, assinalou Falconi, ao concluir a reunião extraordinária de Unasul.
Disse que o Equador e a maior parte da comunidade internacional exigem a restituição imediata do destituído presidente Manuel Zelaya e rejeitou a atitude do Governo de fato de Roberto Micheletti de desconhecer os acordos alcançados para superar a crise hondurenha.
“Nós prestaremos auxílio para que a comunidade internacional exerça uma pressão e uma rejeição aos golpistas”, especificou Falconi, após insistir em que a restituição de Zelaya na Presidência é a única alternativa para superar a crise em Honduras.
Concluiu enfatizando que “não há possibilidade de estabelecer um retorno democrático e uma convivência nacional se não for sobre a base do retorno à democracia e o respeito à Constituição”, indica o comunicado da Chancelaria enviado hoje por e-mail, mas com data de ontem.
Na sexta-feira, o presidente equatoriano, Rafael Correa, afirmou em Bruxelas que a Unasul não reconhecerá as eleições presidenciais em Honduras, e pediu à União Europeia (UE) que não o faça se realmente está “com a democracia”.
“Se não, seria como honrar um golpe de Estado dos mais grosseiros”, assinalou.
Correa, que exerce atualmente a Presidência temporária da Unasul, afirmou a partir de Bruxelas, onde realizava uma visita oficial, que “se isso for permitido no início do século 21, qualquer coisa será permitida”.
“Vamos ver quem é quem, e espero que a União Europeia realmente esteja com a democracia”, acrescentou.