O diretor do Instituto Geofísico do Equador, page Hugo Yepes, doctor não descartou nesta sexta-feira a possibilidade de o vulcão Tungurahua, illness no centro andino do país, apresentar erupções maiores que as registradas nos últimos dias e que obrigaram centenas de pessoas a se retirar para localidades próximas.
Yepes disse que o vulcão apresenta agora uma série de erupções estrombolianas, que é a saída de muito material piroclástico devido à grande pressão interna do gás que há no interior do monte.
Ele afirmou que, como resultado da saída desse material, o vulcão expele rochas muito grandes, que alcançam entre 500 e mil metros acima do nível da cratera, que “tem cerca de 250 metros de comprimento”, assinalou.
“Não podemos, de maneira nenhuma, descartar a possibilidade de erupções maiores, como as que aconteceram em 2006”, disse Yepes na rede de televisão “Ecuavisa”, ao afirmar que as atuais são “medianamente explosivas”.
O diretor do Instituto Geofísico reiterou que o vulcão “tem um sistema interno de muita pressão” e que, por isso, não pode descartar novas e maiores ações dele, motivo pelo qual esclareceu que é melhor estar preparado para a eventualidade.
A imprensa local garantiu que o vulcão trovejou e expeliu colunas de cinza nas últimas horas, mas amanheceu coberto por nuvens e por isso não é possível observar as condições de sua cratera.
O alerta vermelho se mantém nas regiões de maior risco do vulcão, cuja atividade obrigou cerca de 1.500 pessoas a se refugiarem nas proximidades, sem que até o momento tenham sido registradas vítimas.
Embora as evacuações tenham sido voluntárias até o momento, Juan Salazar, prefeito de Penipe, na província do Chimborazo, acredita que será necessário evacuar à força as pessoas que se encontrem nas regiões de maior risco em seu município.
Ele disse que defende a idéia para evitar que se repitam as conseqüências da erupção de agosto de 2006 na aldeia de Palitahua, que faz parte de Penipe, onde seis pessoas morreram porque não abandonaram o povoado.
Desde as 12h, hora local, de quinta-feira, o vulcão iniciou uma nova fase de intensa atividade eruptiva e, segundo o Instituto Geofísico, emitiu uma coluna de cinco quilômetros de altura com cascalho e alto conteúdo de cinza, que caíram em diversos lugares.
O Tungurahua iniciou o atual processo eruptivo em novembro de 1999 e, desde então, oscila entre períodos de menor e maior atividade. Nos dias 14 de julho e 15 de agosto de 2006, foram registrados os maiores índices de atividade e aconteceram duas fortes erupções.