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Equador expulsa embaixador de Cuba por ‘ingerência’, segundo o presidente

Daniel Noboa afirma que diplomata cubano participava de atividades políticas e violentas; missão diplomática recebeu prazo de 48 horas para deixar o país

Redação Jornal de Brasília

09/03/2026 13h26

Foto: Rodrigo Buendia / AFP

O presidente do Equador, Daniel Noboa, disse nesta segunda-feira (9) que expulsou o embaixador de Cuba em Quito por ingerência em assuntos internos do país e em “atividade violentas”.

No momento em que a ilha está sob máxima pressão de Washington, o Ministério das Relações Exteriores do Equador declarou na quarta-feira (4) Basilio Gutiérrez como “persona non grata”, a quem lhe concedeu 48 horas para deixar o país junto com o restante da missão diplomática.

Havana qualificou a decisão como um “ato inamistoso e sem precedentes, que prejudica significativamente as históricas relações” entre as duas nações.

Noboa afirmou, nesta segunda-feira, que “havia bastante ingerência por parte de Cuba em atividades políticas, em atividades também de dissidência, em atividades violentas, inclusive, em alguns casos”, declarou Noboa à Rádio Sucre, sem dar mais detalhes.

O mandatário equatoriano é um aliado próximo do presidente americano Donald Trump, com quem se reuniu no sábado (7), na Flórida, durante uma cúpula regional na qual anunciaram uma aliança de 17 países americanos contra o narcotráfico.

“Com provas suficientes, pedimos: voltem para casa”, acrescentou o presidente.

Após o anúncio de Quito, Noboa publicou um vídeo no X em que se vê um homem queimando papéis no terraço do edifício onde funcionava a embaixada.

O governante indicou, nesta segunda-feira, que “definitivamente estavam escondendo algo ou era a evidência de atividades que não são adequadas a qualquer missão diplomática”.

Os documentos diplomáticos têm proteção, “nós não podemos mexer neles, mas mesmo assim queimaram papéis”, acrescentou.

Antes do anúncio da expulsão dos diplomatas cubanos, Quito ordenou o fim das funções de seu embaixador, José María Borja, em Havana.

Washington endureceu, recentemente, as medidas contra Cuba.

Após a derrubada e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas, os Estados Unidos exigiram que Caracas suspendesse o fornecimento de petróleo para a ilha.

O bloqueio energético imposto por Washington a Cuba, onde não entrou nenhum petroleiro desde 9 de janeiro, agravou a longa crise econômica e os recorrentes apagões enfrentados pela população.

AFP

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