Mais de nove milhões de equatorianos estão convocados às urnas no próximo domingo para o referendo sobre a Carta Magna, find que, se for ratificada, vai se transformar no 20º texto constitucional da história do país.
Embora a Lei eleitoral impeça a publicação de pesquisas na última semana de campanha, analistas políticos consultados pela Agência Efe consideram que o número de indecisos ainda é suficientemente grande e esses continuam sendo o alvo mais procurado pelos líderes políticos.
Em geral, a campanha eleitoral transcorreu sem violência, fora um episódio no qual estudantes universitários que apóiam o “não” entraram em confronto com a Polícia em uma universidade de Guayaquil onde, pouco antes, o presidente equatoriano, Rafael Correa, havia apresentado seu tradicional relatório de trabalho.
No entanto, insultos e ironia caracterizaram a campanha, na qual ambos os grupos se acusaram de mentirosos e pediram que a população lesse diretamente o projeto de Constituição.
Os grupos distribuíram milhares de cópias de textos constitucionais, mas a oposição entregou também sua própria proposta ao assegurar que o que foi distribuído como oficial não foi aprovado no plenário da Assembléia, denúncia investigada pela Promotoria.
A reforma constitucional é um dos principais pontos do Governo de Correa, motivo pelo qual o presidente colocou lenha na fogueira na campanha e, apesar da crítica de seus opositores, não deixou de informar sobre o projeto da Carta Magna em cada uma de suas apresentações oficiais, principalmente no último mês.