Os presidentes do Equador, Rafael Correa, e o da Rússia, Dmitri Medvedev, proclamaram hoje o início de uma nova etapa nas relações bilaterais, que pretendem relançar em todos os âmbitos.
Em breves discursos, pronunciados pelos presidentes logo após a assinatura no Kremlin da declaração de associação estratégica, Correa ressaltou o caráter histórico de sua visita a Moscou.
“É a primeira visita na história de um presidente equatoriano à Rússia”, disse, e destacou que os documentos assinados na capital russa também são “históricos, extremamente importantes”.
O presidente equatoriano defendeu uma aproximação da “América Latina com a Rússia e da Rússia com a América Latina, com o Equador”.
“Estivemos muito afastados e é hora de recuperar o tempo perdido”, disse.
Por sua parte, Medvedev concordou ao qualificar como estratégica a declaração conjunta, pois “marca a pauta do desenvolvimento de nossa cooperação em todos os âmbitos” e “constitui uma base para o futuro”.
O presidente russo indicou que o Equador já é “um de nossos parceiros mais importantes na América Latina” e expressou a segurança de que a atual visita do chefe de Estado equatoriano à Rússia “dará um novo impulso às relações” bilaterais.
Medvedev não ocultou seu desejo de vender armamento russo ao Equador e expressou a esperança de que a assinatura do acordo hoje para a venda de dois helicópteros russos Mi-171E ao Exército equatoriano seja “apenas o começo” de uma futura “cooperação técnica-militar”.
A declaração, assinada hoje pelos dois presidentes, destaca que a associação estratégica entre Rússia e Equador não aponta contra nenhum Estado ou grupo de países e não busca a criação de uma aliança político-militar.
Rússia e Equador manifestam nela sua disposição a fortalecer a “cooperação no âmbito da segurança e da defesa, em particular através de consultas ativas entre as instituições correspondentes”.
Já no âmbito econômico, as partes se pronunciam a favor da criação de empresas conjuntas em ambos os territórios e se comprometem a desenvolver os vínculos entre suas instituições bancárias.
Também foram assinados vários acordos intergovernamentais, entre eles um de cooperação no âmbito do uso pacífico da energia nuclear e um memorando de entendimento sobre cooperação no setor da energia.