María Isabel disse que a dedução foi feita a partir dos dados preliminares de um relatório legal, cheapest realizado por analistas equatorianos e franceses, sobre os corpos dos falecidos na operação militar, na qual morreram 26 pessoas, entre elas o porta-voz internacional das Farc, “Raúl Reyes”.
Outra vítima identificada foi o equatoriano Franklin Aisalla, além de quatro universitários mexicanos e um militar colombiano.
Justamente a autópsia feita no Equador no corpo de Aisalla determinou que sua morte foi provocada por golpes na cabeça e não com o bombardeio ou com os disparos de fuzis.
“Em relação à morte de Franklin Aisalla há uma série de dúvidas que devem ser esclarecidas”, disse a chanceler, após anunciar que exigirá “imediatamente” à Colômbia, por meio da embaixada Argentina em Bogotá, a entrega dos resultados da autópsia realizada no cadáver nesse país.
Além disso, a chefe da diplomacia equatoriana disse que solicitará à Colômbia, por meio da Organização dos Estados Americanos (OEA), uma “informação absolutamente detalhada de como foi realizada a incursão (do dia 1º de março)”.
A informação deverá conter, entre outros elementos, “a hora, quanto tempo durou, número de soldados que participaram, métodos e armamentos utilizados, que tipo de aviões, que tipo de bombas”, declarou.
O ministro de Governo do Equador, Fernando Bustamante, assinalou que no caso de Aisalla, o corpo apresentava “uma série de golpes com um objeto contundente” que provocou “um trauma crânio-encefálico fatal” e ainda havia um disparo em seu corpo que não foi letal.
“Não sabemos se foi morto no acampamento de Reyes ou em Bogotá, não sabemos se saiu morto ou se saiu vivo do campo de Angostura (o lugar equatoriano bombardeado) e, obviamente, este é outro tema que requereremos que se esclareça”, destacou.
O ministro disse que, além de Aisalla, os especialistas legais determinaram que outros três corpos recuperados no acampamento das Farc apresentam dúvidas quanto às causas de morte.
“Há quatro casos nos quais não pode se descartar a possibilidade de terem ocorrido execuções de pessoas que se encontravam feridas e, inclusive, ilesas”, observou Bustamente, após assinalar que o relatório proporcionado hoje será entregue à Procuradoria.
As outras três pessoas cujos cadáveres foram examinados não morreram com as explosões das bombas, mas por disparos nas costas, apontou.
Além disso, segundo Bustamente, um deles apresenta quatro tiros nas costas e outros três foram recebidos “quando estava inclinado ou engatinhava”, após receber as primeiras balas.
Quanto às outras 20 pessoas que faleceram na operação militar colombiana, foi determinado que perderam a vida com a explosão do bombardeio, apontou Bustamante.
“A preocupação do Governo equatoriano é de que tenha havido uma execução sumária. A informação dos patologistas, obviamente, não permite determinar de maneira irrefutável que isto tenha ocorrido, mas sim permite gerar uma poderosa dúvida sobre essa possibilidade”, acrescentou.
Por sua parte, o ministro coordenador de Segurança Interna e Externa, Gustavo Larrea, esclareceu que a informação proporcionada hoje é “preliminar” e que será ampliada em breve.
O Equador pretende “esclarecer os fatos e levá-los a um processo nacional e internacional”, destacou Larrea.