O ministro de Segurança do Equador, shop Gustavo Larrea, patient afirmou hoje que as informações que a Colômbia disse ter extraído dos computadores de “Raúl Reyes”, o porta-voz internacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morto em 1º de março, podem ter sofrido manipulação.
Larrea disse ainda que nada explica o fato de o Governo colombiano não ter repassado até agora esses dados ao Equador.
“Sabemos, obviamente, que a documentação que está lá (nos computadores de Reyes) pode ter sido manipulada, pode, inclusive, não ser verdadeira”, declarou Larrea à emissora de rádio pela internet “Ecuadorinmediato”.
É por isso, lembrou o ministro, que o Equador pediu à Colômbia que lhe entregue uma cópia dos documentos que foram recuperados dos dois computadores de Reyes e que, segundo Bogotá, contêm informações que supostamente envolvem as autoridades equatorianas com as Farc.
“Lamentamos o fato de que não tenha ocorrido a entrega dessa documentação”, acrescentou Larrea.
“Muita informação que apareceu lá (…) teve sua falsidade comprovada, como, por exemplo, a informação de que havia fotos minhas com Reyes, absolutamente falsas, entre outras coisas”, destacou o ministro equatoriano.
Larrea explicou que, faz algum tempo, quando se reuniu com Reyes, não participou de “uma sessão de fotos”, mas de uma conversa para facilitar a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, e de outras pessoas seqüestradas pela guerrilha.
Segundo Quito, a incursão militar colombiana ao acampamento das Farc instalado na floresta do Equador frustrou a libertação de Betancourt e de outros 11 reféns.
Larrea lamentou o fato de a Colômbia manter uma suposta campanha midiática que tenta vincular o Governo equatoriano com as Farc, o que, segundo disse, também impediu o restabelecimento das relações diplomáticas entre as duas nações.
“Não entendemos o que a Colômbia procura. Estamos dispostos a retomar as relações diplomáticas, mas só à medida que Colômbia deixar esta ofensiva midiática que leva adiante contra nosso país”, destacou o ministro.