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Mundo

Equador desloca tropas a fronteira com Colômbia após incursão no país

Arquivo Geral

03/03/2008 0h00

O Equador deslocou hoje tropas à fronteira com a Colômbia para reforçar a segurança na região depois da incursão militar colombiana realizada no sábado em território equatoriano em uma operação contra um importante chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Segundo a televisão local “Ecuavisa”, medications hoje houve uma intensa movimentação de tropas com a participação de militares especializados em operações em regiões selváticas, mas não se especificou o número de soldados deslocados.

As operações militares foram desdobradas por ordem do chefe de Estado, Rafael Correa, da cidade de Nueva Loja, capital da província de Sucumbíos, fronteiriça com a Colômbia, onde no sábado vinte guerrilheiros morreram durante a incursão militar colombiana.

Entre os rebeldes que foram mortos na incursão estava “Raúl Reyes”, apelido de Luis Edgar Devia, segundo no comando da guerrilha e porta-voz internacional do grupo, cujo corpo se encontra em Bogotá junto ao de outro guerrilheiro que não foi identificado.

O promotor de Nueva Loja, Wilmer Gonzabay, informou hoje que os corpos dos outros guerrilheiros mortos serão transferidos a Quito, possivelmente ainda nesta segunda-feira.

Também em Quito se encontram desde o fim de semana passado três guerrilheiros que sobreviveram à incursão e que estão asilados no Hospital Militar.

Após o ataque de sábado, o Equador chamou a consultas em Quito seu embaixador em Bogotá, Francisco Suéscum, ordenou a expulsão do embaixador da Colômbia no Equador, Carlos Holguín, e apresentou um enérgico protesto perante Bogotá.

O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse que o ataque de sábado, no qual as tropas colombianas bombardearam e entraram em território equatoriano, foi a “pior agressão que o Equador sofreu por parte da Colômbia” à sua soberania e integridade territorial.

Correa se reuniu hoje por cerca de quatro horas com as máximas autoridades do país no Conselho de Segurança Nacional (Cosena) para analisar o conflito com a Colômbia.

Suéscum lembrou hoje que historicamente o Equador rejeitou a incursão no país de “elementos irregulares ou regulares”, e se lamentou que entre os dois países haja uma “fronteira tão grande onde Equador, sem ter motivo, teve que desdobrar onze mil homens para adotar este tipo de cuidado”.

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