“Enquanto a Colômbia continuar atacando o Equador, o Equador não retomará as relações”, afirmou Larrea à emissora de TV “Teleamazonas”, após rejeitar as versões de autoridades colombianas que, segundo ele, tentam envolver seu país no conflito interno colombiano.
O Equador rompeu relações com a Colômbia depois do ataque militar de 1º de março das forças militares colombianas contra uma zona selvática da Amazônia equatoriana, próxima à fronteira entre os dois países, onde as rebeldes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tinham instalado um acampamento clandestino.
Apesar de ambos os Governos terem dado por superada a crise diplomática, as fortes declarações de autoridades de Quito e Bogotá mantêm a tensão nas relações entre as duas nações andinas.
Larrea rejeitou as versões colombianas que envolvem autoridades equatorianas com rebeldes Farc, e insistiu em que essa conduta afasta a possibilidade de uma rápida normalização das relações diplomáticas.
“Lamentamos e deploramos essas declarações que vão contra a possibilidade de que nossas fronteiras e nossas relações sejam normalizadas o mais rápido possível”, reiterou Larrea, que também rejeitou a justificativa colombiana sobre a morte de um equatoriano durante o ataque ao acampamento clandestino das Farc.
O equatoriano Franklin Aisalla morreu nessa operação militar colombiana, e seu corpo foi trasladado à Colômbia, junto com o do porta-voz internacional das Farc, “Raúl Reyes”.
Larrea afirmou que a possibilidade de Aisalla ter alguma relação com as Farc, como afirma Bogotá, não pôde ser confirmada, e lembrou ainda que o equatoriano morreu por fogo colombiano em território do Equador.
“Não importa quem ele era, isso não dá o direito de condená-lo à morte. Ele teria de ser submetido a um julgamento, ser submetido a um devido processo”, apontou Larrea.
O ministro afirmou que a verdade é que a Colômbia atacou e bombardeou o território equatoriano e, por isso, Bogotá deveria inclusive pagar indenizações “por todos os danos e prejuízos causados ao Equador”.