O Equador ofereceu aos detentores privados desses bônus uma retribuição de “29,5% mais 50 pontos básicos (0,5%)” sobre o valor total desses papéis, cujo pagamento se encontra em moratória.
O anúncio sobre a proposta equatoriana foi feito pela ministra da Economia, Elsa María Viteri, na mesma hora em que, simultaneamente, eram entregues em Nova York, Londres e Luxemburgo os documentos com o programa de recompra.
A proposta, explicou a ministra, se baseia em “um leilão holandês modificado”, que inclui, em primeiro lugar, a apresentação do preço aos credores para a recompra.
Esse método, indicou, foi estudado há vários meses com assessores franceses e ingleses, que apoiaram o Equador na elaboração da estratégia para resolver o conflito gerado pelos bônus Global 2012 e 2030.
Com a oferta apresentada hoje, os detentores desses bônus da dívida externa equatoriana terão até 15 de maio para apresentar eventuais “contrapropostas”, acrescentou a ministra.
Viteri afirmou que a proposição é “justa, é uma proposta que realmente adverte da responsabilidade da República do Equador no tema”.
O Equador espera chegar a uma solução com os credores dos bônus Global 2012 e 2030 em 26 de maio.