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Mundo

Equador antecipa ‘acordos’ com os EUA no combate ao tráfico de drogas

Ministro do Interior antecipa novos acordos enquanto cresce debate sobre possível instalação de base militar americana no país

Redação Jornal de Brasília

03/09/2025 13h44

Foto: Galo PAGUAY / AFP

Foto: Galo PAGUAY / AFP

O ministro do Interior do Equador, John Reimberg, antecipou, nesta quarta-feira (3), novos “acordos” com os Estados Unidos na luta contra o tráfico de drogas e o terrorismo na véspera da visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a Quito.

O pequeno país sul-americano sofre violência de inúmeras gangues ligadas a cartéis internacionais e é um dos maiores aliados na região do governo de Donald Trump.

Os Estados Unidos “são um país que tem prestado ajuda constante em vários temas. (…) Veremos muitos acordos a mais, que são fundamentais para a segurança de nosso país”, disse o ministro ao canal Teleamazonas.

A declaração, assim como a chegada de Rubio na noite desta quarta-feira, ocorrem um dia após o ataque mortal americano contra uma embarcação de supostos narcotraficantes no mar do Caribe.

O presidente equatoriano, Daniel Noboa, aplaudiu o ataque e a recente mobilização de navios e milhares de efetivos dos Estados Unidos perto do território marítimo da Venezuela para combater o tráfico de drogas e os cartéis.

“Estamos na luta conjunta contra o terrorismo e o narcotráfico”, insistiu Reimberg.

Localizado entre a Colômbia e o Peru, os maiores produtores mundiais de cocaína, o Equador é o ponto de partida de cerca de 70% da cocaína mundial e quase metade vai para os Estados Unidos, segundo dados oficiais.

Rubio se reunirá, nesta quarta-feira, com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que insistiu que qualquer “intervenção” militar americana em seu país é uma linha vermelha.

Desde a chegada ao poder de Noboa e Trump, os países estreitaram laços. O Equador recebe apoio logístico e de inteligência de Washington e recentemente restabeleceu a extradição para os Estados Unidos.

Além disso, Noboa planeja reformar a Constituição por meio de consulta popular para permitir o estabelecimento de bases militares estrangeiras no país.

Na segunda-feira (1º), a chanceler equatoriana, Gabriela Sommerfeld, indicou que “há possibilidade” de que Washington instale uma base militar em território equatoriano.

Devido a confrontos pelo poder entre grupos de tráfico, no ano passado, o Equador foi um dos países mais perigosos da América Latina, com 39 assassinatos por cada 100 mil habitantes, segundo Insight Crime.

© Agence France-Presse

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