“Minha mensagem é que, quando for retomada, a reunião a seis lados se dedique obviamente ao terreno dos direitos humanos e ações humanitárias, embora saibamos que o diálogo não é principalmente sobre direitos humanos”, disse, em entrevista coletiva.
Ao mesmo tempo, o emissário qualificou de “extremamente grave” a atual situação de direitos humanos na Coreia do Norte.
Muntarbhorn disse que o número de refugiados norte-coreanos diminuiu nos anos recentes, em parte, devido aos duros castigos sobre eles no país comunista.
Ressaltou que, após as reuniões com refugiados norte-coreanos na Coreia do Sul, pôde confirmar a necessidade de que os refugiados norte-coreanos não sejam deportados e sejam tratados de um ponto de vista humanitário.
O diálogo multilaterial, do qual participam EUA, China, Japão, Rússia e as duas Coreias, está estagnado desde dezembro de 2008, mas Pyongyang manifestou recentemente sua disposição de retornar ao diálogo, sem marcar uma data.
Na segunda-feira, o enviado especial dos EUA para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, Robert King, disse também que estes assuntos devem ser tratados no diálogo nuclear, e condenou os abusos aos direitos humanos no país comunista.
Muntarbhorn chegou esta semana à Coreia do Sul para uma visita de seis dias, a fim de obter informação sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte e elaborar um relatório para a ONU.