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Entrada de ajuda humanitária em Gaza segue bloqueada, denuncia agência da ONU

Arquivo Geral

25/01/2008 0h00

A entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza continua bloqueada por Israel, story afirmou hoje uma representante da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA), que alertou que a falta de combustível para a geração de eletricidade poderia provocar “uma crise” hoje mesmo.

A porta-voz da UNRWA, Elena Mancusi Materi, detalhou que os cruzamentos fronteiriços de Rafah, Karni e Kerem Shalom “estão fechados”, este último “por razões de segurança que não foram especificadas”, e acrescentou saber “que permanecerá bloqueado hoje e não há confirmação de que será aberto na segunda-feira”.

Materi disse que, entre os dias 18 e 24 deste mês, Israel só autorizou a transferência de 94 casos urgentes da Faixa de Gaza à Cisjordânia, e que “há relatórios de pacientes moribundos nos cruzamentos de fronteira, nos hospitais ou em suas casas que esperam uma permissão”.

Sobre a entrada de ajuda à Faixa de Gaza, a porta-voz da UNRWA detalhou que os cruzamentos fronteiriços de Rafah, Karni e Kerem Shalom “estão fechados”, este último “por razões de segurança que não foram especificadas”.

Sobre outras entradas a Gaza, disse que a passagem de Erez só está aberta “para estrangeiros e palestinos para os quai houve uma coordenação especial”, enquanto a de Shufa esteve aberta ontem “só para receber uma doação da Jordânia”, mas que “não foi permitida a entrada de artigos humanitários”.

A porta-voz revelou que, apesar de as autoridades israelenses terem afirmado que permitiriam a entrada de combustível, a quantidade autorizada foi “significativamente inferior” à prevista.

Materi denunciou que “novos procedimentos israelenses estão significando prolongadas revisões adicionais de mantimentos, especialmente dos caminhões com açúcar e farinha, o que prejudica ainda mais nosso trabalho”.

Sobre a situação diária da população, disse que o acesso à água corrente é muito problemático para quase metade das famílias, porque a voltagem é insuficiente para fazer funcionar as bombas elétricas.

“Devemos lembrar que se impõe estas dificuldades a uma população onde 35% vivem com menos de US$ 2 por dia e 90% dos estabelecimentos industriais estão fechados desde junho passado.

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