A Federação Agrária Argentina (FAA), online uma das quatro entidades agropecuárias em conflito com o Governo há 17 dias, more about retomou hoje a mobilização após “a falta de resposta” das autoridades na reunião mantida nesta sexta-feira para iniciar o diálogo.
“A Federação volta à greve. Nós estamos dispostos a continuar o diálogo com o Governo, mas sem abandonarmos nosso objetivo”, afirmou à Agência Efe o vice-presidente da FAA, Pablo Orsolini, depois da assembléia realizada na província de Santa Fé, na qual se aprovou a continuidade da medida de força, que havia sido suspensa na sexta-feira para começar o diálogo com o Governo.
As autoridades de Confederações Rurais Argentinas (CRA), outra das entidades em conflito, se encontravam hoje reunidas para “analisar os passos a seguir” e não descartavam a possibilidade de se unirem ao locaute, iniciado em 13 de março em rejeição ao aumento dos impostos à exportação de grãos estabelecido pelo Governo um dia antes.
“Nós fizemos o esforço de suspender ontem a paralisação, mas o Governo não nos deu nenhuma resposta. Agora não podemos obrigar as pessoas a suspender a medida duas vezes”, advertiu Orsolini.
Não houve comentário por parte do Governo que na quinta-feira colocou o fim da paralisação como condição para abrir uma via de diálogo.
A assembléia da FAA aprovou a continuação dos bloqueios parciais em estradas de distintas províncias do país, onde “se impedirá a passagem de produtos agropecuários de exportação, mas se permitirá a troca de mercadorias para o consumo interno, para evitar que haja um maior desabastecimento”, explicou o dirigente da entidade, que impulsionou mais de 200 cortes na Argentina.
Por enquanto, ainda não se sabe se a Sociedade Rural Argentina (SRA) e Coninagro, as outras duas entidades em conflito com o Governo, planejam também retomar a paralisação.
Por ora, o titular da SRA, Luciano Miguens, advertiu hoje que o Governo mostrou “total dureza” na negociação e que esfriou as expectativas dos dirigentes do setor durante o encontro com o chefe de Gabinete, Alberto Fernández, e outras autoridades, no qual não se conseguiu fechar um acordo.
Os bloqueios se desenvolvem em alguns setores das províncias de Buenos Aires, Entre Ríos, Córdoba, Santa Fé, Tucumán e Santiago del Estero, onde a passagem de caminhões que transportam produtos vinculados ao campo é impedida.
Por enquanto, em outros povoados do interior do país, os produtores continuavam à beira das estradas “em estado de alerta” à espera dos resultados da reunião convocada para a próxima segunda-feira pelo Executivo.