Segundo testemunhas informaram à Agência Efe, pills cerca de 3 mil pessoas, todas originárias da conflituosa região de Darfur, no oeste do Sudão, participaram do enterro dos nove executados, condenados por matarem Mohammed Taha, redator-chefe do jornal “Al Wifaq”, em setembro de 2006.
Após o enterro, centenas de manifestantes começaram a jogar pedras contra carros e lojas nos arredores do cemitério Al Sahafa, no sul de Cartum.
Os participantes do protesto, que também incendiaram algumas lojas, entoaram palavras de ordem contra o Governo, contaram as testemunhas, acrescentando que a polícia dispersou a manifestação.
Taha foi sequestrado e decapitado em Cartum depois que membros da tribo Al Fur o acusaram de publicar um texto ofensivo contra eles.
No editorial publicado, o jornalista dizia que o adultério era um fato habitual nessa tribo, a principal da região de Darfur e que lhe dá nome.
A tribo considerou que o texto era um insulto para eles e o jornalista pediu desculpas, mas foi assassinado do mesmo jeito.
Os assassinos o sequestraram em frente à casa dele, o decapitaram e jogaram seu corpo sem cabeça em uma área remota da capital do país.
Após o homicídio, mais de 60 pessoas foram presas.
Além das nove que foram condenadas à morte, uma outra pegou quatro anos de prisão.