Uma das facções do MLS, drugs conhecida como Vontade Livre (VL), acusou o grupo majoritário do mesmo movimento, dirigido por Meni Arcau Minaui, de lançar um ataque contra suas forças que estavam próximas à cidade de Niala, capital da província do Sul de Darfur, ocasionando a morte de 35 de seus membros.
Por sua vez, a facção de Minaui, a principal do MLS e que faz parte do Governo de união nacional desde a assinatura, em 2006, do acordo de paz de Abuja, afirmou que foram eles os atacados pelo MLS-Vontade Livre, e que 16 de seus homens morreram na agressão.
Ambas as formações fazem parte do Governo sudanês, e enquanto o líder do MLS-VL, Abdel Rahman Moussa, é ministro de Estado para assuntos do Governo, Arcau Minawi ocupa o cargo de vice-presidente do país.
O Movimento de Libertação do Sudão foi um dos dois grupos rebeldes que se levantou em armas contra o Governo sudanês em fevereiro de 2003 para protestar contra a pobreza e marginalização desta região do Sudão.
Desde então foram ocorrendo cisões e atualmente existem pelo menos seis facções diferentes.
As acusações cruzadas acontecem um dia depois que o outro grande grupo rebelde de Darfur, o Movimento de Justiça e Igualdade (MJI), divulgou em um comunicado que seus milicianos mataram 71 soldados do Exército em um enfrentamento que teve lugar na terça-feira passada.
No entanto, fontes militares consultadas pela Agência Efe negaram essa informação e acusaram os rebeldes do MJI de mentir para encobrir suas derrotas.
Os mais de cinco anos de conflito armado em Darfur deixaram segundo a ONU mais de 200.000 mortos e dois milhões e meio de refugiados e deslocados.