Os choques entre as tribos Al Taryam e Al Rozeqat aconteceram na sexta-feira e no sábado nas regiões de Deqeris e Kesar, localizadas ao sudoeste de Niala, a segunda cidade mais importante de Darfur, no oeste do Sudão.
Assim informou o assessor para assuntos humanitários da organização insurgente Movimento de Libertação do Sudão (SLM), liderado por Mohammed Abdel Karim.
Segundo seu relato, as vítimas foram levadas para o hospital de Niala, enquanto os casos mais graves foram transferidos para Cartum, capital do Sudão.
Sudaneses da etnia nuer advertem que a tensão ainda continua entre as duas tribos, que se dedicam à criação de camelos, e pede à comunidade internacional para garantir a segurança dos habitantes de Darfur e apresentar à Justiça os responsáveis por esses acontecimentos.
Em julho, 13 pessoas morreram e outras dezenas ficaram feridas quando membros da Al Rozeqat atacaram uma aldeia habitada por Al Taryam.
Os choques entre os dois clãs pelo controle dos recursos hídricos e regiões de pastoreio continuaram apesar de que em fevereiro do ano passado seus dirigentes realizaram uma conferência de reconciliação.
Darfur é cenário de um conflito armado que remonta a 2003, quando o SLM e o Movimento para Justiça e a Igualdade pegaram em armas para protestar contra a pobreza e a marginalização da região.
Desde então, a guerra deixou mais de 200 mil mortos e dois milhões de refugiados na pior tragédia humana do século, segundo as Nações Unidas.