Um enfrentamento entre jovens palestinos e soldados israelenses em uma cidade no norte da Cisjordânia ocupada, onde colonos judeus profanaram uma mesquita, deixou 10 feridos.
Segundo testemunhas disseram à Agência Efe, os confrontos aconteceram à tarde entre soldados israelenses e jovens palestinos que protestavam contra o ataque ao templo.
As fontes acrescentaram que sete palestinos foram feridos nos distúrbios, nos quais porta-vozes do Exército de Israel asseguraram à Efe que um guarda de fronteiras israelense também ficou ferido.
Outros dois palestinos ficaram feridos em enfrentamentos registrados de manhã, segundo as autoridades locais.
Uma onda de violência foi gerada depois que um grupo de colonos de um assentamento próximo entrou antes do amanhecer na mesquita de Al-Kabir, onde queimaram mobília e tapetes, destruíram exemplares do Corão e pintaram palavras de ordem contra os palestinos.
Em Amã, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, qualificou a profanação do templo de “crime vil” e pediu que as autoridades israelenses coloquem um “freio a barbárie dos colonos”.
O Exército israelense divulgou pouco antes um comunicado no qual admitiu que os colonos agiram “cheios de ódio” e assegurou estar em busca dos agressores.
No entanto, nenhuma detenção foi reportada até o momento e alguns moradores da cidade acusavam o Exército de Israel de manter uma atitude tolerante com os judeus.
“Os colonos violam uma mesquita, e, em vez de persegui-los, os soldados israelenses nos atacam”, disse à Efe Ahmed Abdelfatah, enquanto analisava os destroços no templo.
O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, atribuiu a profanação da mesquita a grupos extremistas judeus que “tentam minar os esforços do Governo para avançar no processo político em favor da salvaguarda do futuro de Israel”.