Grandes corporações estão aderindo a grupos ambientalistas para pressionar o presidente norte-americano, online view George W. Bush, e o Congresso dos Estados Unidos a tratarem com mais rapidez da questão da mudança climática, segundo reportagens publicadas hoje.
A coalizão, que inclui a Alcoa, a General Electric, a DuPont e a Duke Energy pretende divulgar suas recomendações na segunda-feira, um dia antes do discurso anual Estado da União feito pelo presidente, informou o Wall Street Journal. O grupo é formado também por Caterpillar, PG & amp;E, FPL Group, PNM Resources, BP e Lehman Brothers, segundo publicou o New York Times.
Conhecido como Parceria de Ação Climática dos EUA, o grupo pedirá um limite nacional firme para emissões de dióxido de carbono, que levará a reduções de entre 10% a 30% nos próximos 15 anos, afirmou o NYT.
O Wall Street Journal publicou que o grupo vai desencorajar a construção de usinas de energia convencionais a carvão. A diversidade da coalizão pode ser um sinal de que o mundo dos negócios quer se preparar para o crescente clima político para o controle federal das emissões, em parte para proteger seus interesses a longo prazo, disse o Times. Dirigentes das empresas citadas não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.
No discurso na próxima semana, Bush deverá apoiar um grande aumento no uso de etanol nos EUA e tratar um pouco da mudança climática, disseram fontes próximas da Casa Branca. Na terça-feira, a Casa Branca confirmou que o discurso vai ressaltar uma política sobre aquecimento global, mas disse que Bush não abriu mão de sua oposição a limites obrigatórios para as emissões de gases que causam o efeito estufa.
O Protocolo de Kyoto é o único pacto global que obriga os signatários a cortarem as emissões de dióxido de carbono, mas EUA, China e Índia não fazem parte. O protocolo expira em 2012.
As notícias sobre a coalizão aparecem no momento em que diversos governos e grupos estão dando mais atenção para a política ambiental global. "O aquecimento da Terra entrou para o centro da política exterior européia", disse ontem o principal diplomata da União Européia. Na segunda-feira, um encontro de líderes asiáticos prometeu incentivar o uso mais eficiente de energia para ajudar a conter o aquecimento global.
Um encontro entre UE e EUA, em abril, deverá focalizar a segurança de energia. A cúpula do Grupo dos 8, em junho, também vai tratar de energia e clima. A maioria dos cientistas concorda que as temperaturas vão subir entre dois e seis graus centígrados neste século, principalmente por causa das crescentes emissões de carbono geradas com a queima de combustíveis fósseis para energia e transporte.