A construtora Odebrecht e a petrolífera Petrobras informaram nesta quinta-feira que conseguiram evacuar 446 de seus funcionários da Líbia, enquanto a construtora Queiroz Galvão espera poder retirar em navio 148 trabalhadores ainda nesta quinta-feira.
Desde o início, as três empresas tentavam conseguir autorização para retirar seus funcionários da Líbia e finalmente obtiveram nesta quinta-feira uma permissão do Governo de Muammar Kadafi para a aterrissagem de três aviões fretados em Trípoli.
Também conseguiram a autorização para evacuar por navio os trabalhadores que estão na cidade de Benghazi, dominada por rebeldes que se opõe a Kadafi.
A Odebrecht informou em comunicado que o primeiro dos três voos que fretou para retirar seus empregados do país africano aterrissou na tarde desta quinta-feira em Malta com 446 pessoas a bordo.
No primeiro voo, viajaram 107 trabalhadores brasileiros da Odebrecht e seus familiares, além de quatro da Petrobras com seus parentes e 332 de 23 diferentes nacionalidades da Odebrecht, que também foram evacuados com sua família.
“Permanecem na Líbia outros 2.749 empregados nossos”, acrescentou o comunicado da Odebrecht, que tem a intenção de evacuá-los em outros dois voos autorizados a aterrissar em Trípoli – cada um com capacidade para 450 passageiros – e em um navio com capacidade para 2 mil pessoas que já partiu de Palermo, na Itália, e deve chegar à capital do país norte-africano nesta quinta-feira.
“Em Malta, as pessoas (evacuadas) foram hospedadas em hotéis e a Odebrecht se responsabilizará, em voos fretados e comerciais, pelo transporte de todos a seus países de origem”, revelou o comunicado.
A Petrobras também informou em nota que seus empregados de nacionalidade brasileira na Líbia, junto com seus familiares, foram retirados de Trípoli e “estão bem”.
A companhia opera no país do norte da África desde 2005, quando venceu uma concessão leiloada pela National Oil Corporation (NOC) da Líbia.
Por outro lado, porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores citados nesta quinta-feira pela “Agência Brasil” disseram que um navio grego que partiu na quarta-feira da Grécia rumo à Líbia deve retirar da cidade de Benghazi 148 brasileiros, 48 portugueses, 20 espanhóis e um tunisiano, em sua maioria empregados da Queiroz Galvão.
A embarcação foi fretada em conjunto pela construtora e pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro e deve transportar os funcionários para a Grécia, onde são esperados na sexta-feira.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, cerca de 600 cidadãos brasileiros estão registrados na Líbia e até agora não há informações sobre casos de violência ou agressão contra eles.
Na manhã desta quinta-feira desembarcaram em São Paulo quatro funcionários da construtora Andrade Gutierrez que tinham conseguido deixar a Líbia no início da semana e estavam em Portugal.
O único dos evacuados que conversou com a imprensa disse não ter tido problemas para sair da Líbia e assegurou que não foi testemunha de nenhum conflito em Trípoli.