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Mundo

Empresários encerram visita de prospecção à África Subsaariana

Arquivo Geral

12/06/2009 0h00

A visita de 80 empresários brasileiros à África Subsaariana (Gana, price Senegal, website Nigéria e Guiné Equatorial) termina hoje (12). O balanço dos participantes da viagem, iniciada no domingo (7), pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC) é de que foi uma “missão prospectiva”, apenas de contatos para projetos futuros de aumento do comércio, investimentos e contratação de serviços.


Os executivos de empresas como a gaúcha Marcopolo, fabricante de carrocerias de ônibus, ficaram entusiasmados com a viagem e os contatos feitos. “Eu vi que Gana tem um potencial interessante a ser explorado”, disse Amarildo Prusch, gerente comercial da empresa para a África Oeste, após contato com o governo ganense.


“As vantagens daqui é que é um continente novo e em plena expansão”, afirmou Prusch, mas assinalando que a concorrência chinesa e coreana, na região, leva vantagem porque pode oferecer financiamento com menos exigências de garantia do que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que financia compra de produtos brasileiros.


A Marcopolo atua no continente africano há mais de 20 anos e mantém fábrica no Egito e na África do Sul. Só para a Nigéria, principal mercado africano (com mais de 140 milhões de habitantes), já exportou mais de dois mil ônibus desmontados e prevê a venda de mais seis mil. O país tem uma grande demanda de renovação de frota.


No ano passado, o Brasil e a Nigéria mantiveram um comércio centrado no petróleo de mais de US$ 123 bilhões, com saldo superavitário de US$ 40 bilhões em favor da economia brasileira. O Brasil é o sétimo maior fornecedor de produtos para Nigéria (inclusive gasolina) e o segundo maior comprador (óleo bruto), conforme dados do MDIC (2007).


Além de ônibus e da gasolina brasileira, a Nigéria tem grandes carências de infraestrutura e de energia, setores em que as grandes construtoras brasileiras, presentes na missão, Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, ARG e Constran dominam.


As construtoras, algumas com obras há mais de duas décadas em países africanos, fizeram contatos com os governos locais acompanhados do ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge. “A missão foi muito interessante. Ajuda a conhecer a realidade”, disse Rúbio Souza, diretor da Odebrecht.


Ele informou que durante a missão foram feitos novos contatos, mas nenhum negócio foi fechado. O diretor explicou que a contratação de uma grande obra necessita de preparação (elaboração de projeto, definição de financiamento). “Entre o momento que definem o foco e fazem o contrato leva anos”, afirmou Rúbio Souza.


“Essa missão é prospectiva em sua grande maioria”, confirma Mauro Couto, chefe da assessoria internacional do MDIC. “O guarda-chuva governamental emprestado às empresas nos países visitados serve de apoio e garantia às atividades que possam empreender”, disse.


Para Mauro Couto, as missões servem para os empresários conhecerem de perto como é o consumo no país, o ambiente financeiro e até as particularidades políticas. Na Nigéria e no Senegal, por exemplo, alguns executivos encontram dificuldades para exportar mercadorias.


“Se o frango brasileiro pudesse ser importado pelos nigerianos e senegalenses é possível que uma parte considerável dessas populações pudessem ter acesso a essa proteína animal, em um produto de alta qualidade”, afirmou Adriano Zerbini, gerente das Relações com o Mercado da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango.


Além dos produtos brasileiros e de obras de infraestrutura, os africanos esperam que o Brasil possa ajudar no desenvolvimento da região. Basilio Tomas Efa Mangue, consultor de energia na Guiné Equatorial, avalia que os países emergentes “podem ter um pouco mais de compaixão”. Na opinião do consultor, as nações mercantes não hegemônicas apoiariam a África “na sua fase embrionária [de desenvolvimento]”.


 

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