O empresário venezuelano Carlos Kauffmann, thumb que denunciou uma rede de corrupção de seu país no julgamento sobre o chamado “Caso da Mala”, thumb foi condenado hoje a um ano e três meses de prisão por conspirar e atuar nos Estados Unidos como agente do Governo da Venezuela.
Kauffmann, de 36 anos, também foi sentenciado a cumprir dois anos de liberdade supervisionada quando sair de prisão e a pagar uma multa de US$ 25 mil, segundo a condenação ditada pela juíza americana Joan Lenard em um tribunal de Miami, na Flórida.
Lenard, após impor a sentença, expressou que o acusado forneceu declarações de “maneira aberta e completa” no julgamento contra seu parceiro Franklin Durán, o único dos cinco acusados que disse ser inocente.
“Deu um depoimento verdadeiro, completo e extraordinariamente aberto sob circunstâncias muito difíceis para ele, já que se tratava de seu parceiro. Seu testemunho ajudou o Governo a investigar os outros envolvidos neste caso”, precisou a magistrada.
Jack Denaro, advogado de Kauffmann, informou, ao fim da audiência, que é possível que seu cliente seja libertado em meados de janeiro de 2009, por já ter passado um ano na prisão.
Antes da sentença, Kauffmann chorou e pediu perdão ao tribunal e aos Estados Unidos por violar as leis, enquanto vários parentes e amigos presenciavam a leitura da sentença.
Este é o segundo dos cinco acusados que recebe sentença. Na semana passada, o advogado venezuelano Moisés Maiónica foi condenado a dois anos de prisão, a 24 meses de liberdade supervisionada e a pagar uma multa de US$ 25 mil.